Plano de Trabalho — Assessment ADMS (Energisa)¶
Projeto: DSB26201 — Assessment de Arquitetura e Integrações ADMS Equipe: Vlad e Castellani Versão: V3 (versão anterior: V2 de 13/07/2026) · migrado do HTML original para markdown em 03/08/2026 Data-base: 25/07/2026
Plano de trabalho para conclusão do Assessment de Arquitetura e Integrações ADMS e para o desenho da arquitetura To-Be. A V3 atualiza o plano após a conclusão das sessões com Manutenção, WFM/IQS, Canais Digitais/Atendimento e OpenShift/Confluent Kafka (Ata 10, de 20/07), consolidadas no documento v1.8. A sessão de OpenShift trouxe dois achados críticos novos, tráfego interno saindo do cluster e ausência de estratégia de DR do barramento, que passam a integrar o diagnóstico e o To-Be. O trabalho segue organizado em quatro fases: fechar o levantamento, consolidar o diagnóstico As-Is, validar com a Energisa e desenhar o To-Be com roadmap de transição.
Números de referência (em 25/07/2026)¶
- 10 sessões de levantamento realizadas e documentadas (Atas 01 a 10)
- 3 frentes técnicas ainda pendentes de entrevista dedicada
- go-live G1 (Paraíba e Sergipe) em 01/09 — marco que atravessa a fase de To-Be
Objetivo do plano¶
Concluir o assessment com rastreabilidade e evidências, produzir um diagnóstico As-Is validado com as áreas responsáveis e entregar um desenho To-Be com princípios arquiteturais, arquitetura alvo por domínio e roadmap de transição priorizado por risco, esforço e custo.
Ponto de decisão · calendário¶
O go-live do G1 em 01/09 cai no meio da fase de To-Be. É preciso decidir com Norberto se o diagnóstico preliminar antecipa um capítulo destacado de riscos e mitigações pré-go-live ainda em agosto. Sem essa antecipação, o assessment corre o risco de entregar recomendações sobre um cenário que já mudou.
Escopo de atuação¶
A Syntropy diagnostica, desenha e valida a arquitetura. A execução, configuração e testes de ambiente são conduzidos pela Energisa em janelas autorizadas, com planos de rollback.
As quatro fases¶
| Fase | Quando | Descrição |
|---|---|---|
| Fase 1 · Fechar o levantamento | 27 a 31/07 | Entrevistas pendentes, retornos de validação e destravamento de acessos e artefatos. |
| Fase 2 · Diagnóstico As-Is | até 07/08 | Matriz de achados e lacunas, matriz de riscos consolidada e mapa de evidências (ver 080-diagnostico/). |
| Fase 3 · Validação | semana 10/08 | Norberto e Rômulo primeiro, depois rodada técnica com as áreas, incluindo Érica. |
| Fase 4 · Desenho do To-Be | 17/08 a 04/09 | Princípios, arquitetura alvo por domínio, roadmap de transição e entrega final (ver 100-to-be/). |
Fase 1 · Fechar o levantamento (27 a 31/07)¶
Concentrar as três entrevistas pendentes e os quatro retornos de validação, e destravar em paralelo as pendências operacionais que comprometem a rastreabilidade do diagnóstico. A sessão dedicada de OpenShift foi realizada em 20/07 (Ata 10) e sai deste bloco, deixando como herança um retorno com o barramento e evidências a cobrar.
Roteiros das entrevistas pendentes (à época)¶
01 · Infraestrutura e contingência — crítico. Articulação: Norberto · Condução: Castellani, com apoio de Vlad.
- Estratégia entre datacenters no cenário G1: ADMS ativo na Paraíba, corporativo e DR em Cataguases;
- Failover, recuperação de desastre, replicação, RTO e RPO por sistema;
- Runbooks, procedimentos manuais, dependências e pontos únicos de falha;
- Testes de contingência já realizados e resultados;
- Continuidade do barramento (Ata 10): objetivos de RTO e RPO dos eventos e escolha entre replicação de clusters, replicação de tópicos, recuperação via Event Store ou reconstrução a partir dos sistemas de origem.
- Evidências a solicitar: diagramas, planos de contingência, resultados de testes, inventário de dependências e cobertura de replicação na licença Confluent.
- Status em 03/08: realizada em 03/08 — ver 010-evidencias/150-dr-sistemas-corporativos.md.
02 · Telecomunicações — crítico. Articulação: Norberto · Condução: Castellani, com apoio de Vlad. - Links MPLS entre Paraíba e Minas, redundância, rotas e qualidade dos circuitos; - Latência e disponibilidade medidas versus requisitos das integrações síncronas do ADMS; - Conectividade com unidades operacionais e contingência de comunicação; - Dependências do ADMS e do GIS sobre a WAN em operação normal e em contingência. - Evidências a solicitar: topologia de links, SLAs, histórico de indisponibilidade e testes de comutação. - Status em 03/08: realizada em 29/07 (Ata 13).
03 · Big Data, Databricks, CDC e Flink — alto. Articulação: Norberto e equipe de Big Data · Condução: Castellani, com apoio de Vlad. - Arquitetura de ingestão, transformação, sincronização e consumo, além do caso do dashboard; - Uso do Databricks para sincronização estrutural e alternativas mais econômicas; - Motivação e escopo da possível introdução do Flink; - Custos, volumes, latências e classificação dos casos de uso em real-time, near real-time, micro-batch e batch; - Encaminhamento da Ata 10: classificar os requisitos de ingestão de BI e da plataforma de dados e eliminar do barramento as cargas inadequadas. - Evidências a solicitar: arquitetura de dados, volumes, custos, jobs, métricas e fluxos CDC. - Status em 03/08: realizada em 31/07 (Ata 14).
04 · Retornos decorrentes da Ata 10 · barramento e consumidores — alto. Articulação: Norberto · Condução: Castellani, com apoio de Vlad. - Equipe do barramento Kafka e Confluent: topologia, componentes, versões, licenças, retenções e configuração dos conjuntos de conectores; - Desenvolvedores do ADMS e das aplicações consumidoras: inventário de URLs e rotas de acesso ao Kafka, políticas de reconexão, espera progressiva, idempotência e retomada automática do consumo. - Evidências a solicitar: inventário de URLs por workload (rota versus Service), configurações de cliente Kafka e métricas de latência e erro de conexão.
Pendências operacionais em paralelo¶
- Acessos · Citrix e DevOps — cobrança: Vlad. Validar o procedimento, disponibilizar ícone ou endereço interno, testar permissões com Vlad e Castellani e documentar o passo a passo.
- Artefatos · SharePoint — cobrança: Castellani, via Norberto. Apresentações, diagramas, atas, links de gravações, inventários e documentação técnica nas pastas hoje vazias ou incompletas.
- Transcrições brutas — cobrança: Castellani, junto a Roberto. Centralizar as transcrições na pasta oficial do assessment, organizadas por reunião, para a base de conhecimento.
Fase 2 · Consolidar o diagnóstico As-Is (até 07/08)¶
O consolidado v1.8 já funciona como dossiê de evidências. Falta o destilado: matriz de achados, matriz de riscos unificada e mapa de lacunas. O diagnóstico é progressivo e não espera todas as respostas para começar. Ver os três entregáveis já produzidos em 080-diagnostico/.
Fase 3 · Validação do diagnóstico (semana de 10/08)¶
Sequência acordada na conversa de equipe de 11/07: primeiro Norberto e Rômulo, depois a rodada técnica com as áreas entrevistadas. Só depois disso o diagnóstico vira base oficial do To-Be.
- Norberto e Rômulo — apresentar achados, riscos, lacunas e prioridades. Validar entendimento e autorizar a rodada técnica.
- Rodada técnica — retornar às áreas entrevistadas, incluindo Érica, para corrigir interpretações e registrar validações.
- Diagnóstico validado — versão consolidada com pendências finais e registro das validações por área.
A sessão com Norberto e Rômulo também deve confirmar o enquadramento da Fase 4: profundidade esperada do desenho To-Be por domínio; inclusão ou não de estimativas de custo nas recomendações; inclusão ou não de plano de implementação (a execução permanece com a Energisa); responsáveis pela validação e aprovação final; e a decisão sobre o capítulo antecipado de riscos e mitigações pré-go-live G1.
Postura na condução: abordagem técnica, transparente, não acusatória, baseada em evidências e respeitosa em relação às decisões históricas. Atribuições corretas importam: os seis relatórios essenciais do COp, por exemplo, foram construídos pela equipe do Norberto na Energisa.
Fase 4 · Desenho do To-Be (17/08 a 04/09)¶
Quatro blocos: princípios arquiteturais, arquitetura alvo por domínio, roadmap de transição em três horizontes e ciclo de validação e entrega. O go-live G1 em 01/09 atravessa a fase e exige o tratamento antecipado dos riscos pré-go-live. Conteúdo ainda não desenvolvido — ver 100-to-be/ (placeholder).
Bloco 1 · Princípios arquiteturais (diretrizes que os achados já apontam)¶
- Consistência transacional por Transactional Outbox em vez de dual write;
- Idempotência e deduplicação nativas nos consumidores;
- Correlation ID ponta a ponta em todos os fluxos críticos;
- Eventos modelados por agregado, com contrato versionado no Schema Registry;
- Failover automatizado nas três camadas do CDC: endpoint, continuidade do job e integridade de LSN e offsets;
- Monitoramento de serviço, não apenas de infraestrutura;
- Requisitos classificados pelo SLA real de negócio (real-time, near real-time, micro-batch, batch), não por real-time como default;
- Custo total como critério de decisão, ao lado da aderência técnica.
Bloco 2 · Arquitetura alvo por domínio¶
| Domínio | Direção do desenho To-Be | Achado que responde |
|---|---|---|
| ADMS / OMS | Camada de proteção e priorização na frente do ADMS: buffer, controle de vazão, priorização e deduplicação, avaliando reuso da mensageria existente antes de nova tecnologia. | Single-thread, contenção e crescimento de volume |
| WFM / Equipes | Evolução da carga full para integração incremental por API, em estratégia híbrida com critérios de viabilidade definidos na Ata 08. | Pontos de falha, timeout e ausência de confirmação |
| GIS / ADMS | Mecanismo de reconciliação para a janela de sincronização e tratamento de eventos tardios, com granularidade adequada de incidentes durante a janela. | Janela de 12 horas e inconsistências processuais |
| CRM / Incidentes | Fluxo ponta a ponta documentado de agrupamento, fechamento, reabertura e conciliação, com Outbox, idempotência e correlação nos serviços envolvidos. | Dual write, cancelamento não propagado, eventos tardios |
| F5 / Failover | Monitores ativos de serviço, automação do chaveamento entre datacenters, política corporativa de nomenclatura e higienização de VIPs. | Monitor de servidor, chaveamento manual, falta de padrão |
| API / Sensedia | Esteira CI/CD com testes de contrato, bloqueio de breaking changes, versionamento obrigatório e catálogo governado. | Quebra de compatibilidade tratada como manutenção normal |
| Dados / CDC | Simplificação da cadeia CDC, Databricks e Flink orientada por custo e SLA, com batch e micro-batch onde o processo tolera, e failover do CDC nas três camadas. | Custo do Databricks, real-time sem requisito, CDC preso ao endpoint primário |
| OpenShift / Plataforma | Correção do tráfego interno (Services e DNS do cluster no lugar de rotas externas, endpoints centralizados em configuração governada, Network Policies por namespace), planejamento formal de capacidade, estudo de segregação do barramento orientado a requisitos e custo total, escala orientada a demanda (direção KEDA), serviços stateless e observabilidade fim a fim. | Rota externa para tráfego interno, 120 cores dedicados ao barramento, limites de escala, risco multitenant |
| Barramento / Eventos e continuidade | Governança de eventos com catálogo corporativo, esquema canônico por domínio e revisão dos tópicos fragmentados; matriz de decisão entre streaming, CDC, API, batch e arquivo; Event Store com replay controlado; DR do barramento definida por RTO e RPO, com testes periódicos de failover e failback; consumidores resilientes com reconexão automática e health checks funcionais. | Duplicação de eventos, cargas inadequadas no barramento, DR ausente, consumidores frágeis |
Bloco 3 · Roadmap de transição¶
- Horizonte 1 · pré-go-live G1 — o que reduz risco antes de 01/09: monitores ativos no F5 para o fluxo crítico, observabilidade mínima ponta a ponta, procedimento de contingência documentado e testado, e teste de carga inicial das integrações do G1.
- Horizonte 2 · 30 a 90 dias — correção do tráfego interno ao cluster, apontada na Ata 10 como o item de maior retorno imediato e menor ambiguidade técnica; definição da estratégia de DR do barramento por RTO e RPO; Outbox e idempotência nos serviços críticos, correlation ID, governança de VIPs, testes de contrato na esteira de APIs e automação do failover do CDC.
- Horizonte 3 · 90 a 180 dias ou mais — camada de proteção do ADMS, integração incremental de equipes, reconciliação GIS-ADMS, remodelagem de eventos por agregado com catálogo e governança, Event Store com replay, estudo de segregação do barramento e simplificação da arquitetura de dados.
Cada item do roadmap com risco endereçado, esforço, dependências e dono na Energisa. A execução é da Energisa, em janelas autorizadas com rollback.
Bloco 4 · Validação e entrega final¶
- Revisão interna — ciclo de revisão entre Vlad e Castellani antes de qualquer apresentação ao cliente.
- Validação técnica — apresentação a Norberto, Rômulo e Érica, com ajustes e registro de validações.
- Versão executiva — síntese para Felipe Rosa, relevante também para a agenda de novos contratos.
Cronograma e sequência¶
| Semana | Fase | Marcos |
|---|---|---|
| 27 a 31/07 | Fase 1 · Fechar o levantamento | Entrevistas infra/contingência (com continuidade do barramento), telecom e Big Data; retornos Érica, GIS/ADMS, F5/Sensedia e barramento Kafka/Confluent; acessos e artefatos destravados. |
| 03 a 07/08 | Fase 2 · Diagnóstico As-Is | Matriz de achados e lacunas, matriz de riscos consolidada e mapa de evidências pendentes. |
| 10 a 14/08 | Fase 3 · Validação | Apresentação a Norberto e Rômulo; início da rodada técnica; escopo do To-Be confirmado. |
| 17 a 21/08 | Fase 4 · To-Be, parte 1 | Princípios arquiteturais e capítulo de riscos e mitigações pré-go-live G1 entregue de forma antecipada. |
| 24 a 28/08 | Fase 4 · To-Be, parte 2 | Arquitetura alvo por domínio e roadmap de transição em três horizontes. |
| 31/08 a 04/09 | Fase 4 · Entrega | Validação técnica final, versão executiva para Felipe Rosa e encerramento. Go-live G1 em 01/09. |
Datas-chave¶
- 28/07 — cobrança de agenda e interlocutores concluída com Norberto
- 07/08 — diagnóstico As-Is consolidado para apresentação
- 01/09 — go-live G1 · capítulo pré-go-live entregue antes deste marco
Premissas do cronograma¶
- As quatro entrevistas pendentes acontecem na semana de 27 a 31/07; cada semana de atraso desloca o diagnóstico e comprime o To-Be contra o go-live;
- O diagnóstico é progressivo: achados confirmados entram no To-Be sem esperar as lacunas restantes;
- Sergipe em homologação desde julho e G1 em 01/09 são as âncoras externas do plano;
- Revisão de versão com Castellani antes de qualquer entrega ao cliente.
Ver também: Status das sessões e Cobranças à Energisa.
Nota da migração (03/08/2026): este documento reflete o planejamento tal como estava em 25/07 (V3). Datas e status de entrevistas foram anotados com "Status em 03/08" onde a situação mudou; o restante (fases 2–4, cronograma) não foi replanejado nesta migração — é decisão da equipe atualizar para uma V4 com base no calendário real.