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Diagnóstico Preliminar As-Is — Questionário de Mitigação de Lacunas, por Equipe

Projeto: DSB26201 — Assessment de Arquitetura e Integrações ADMS (Energisa) Versão: v0.1 · rascunho de trabalho Data-base: 04/08/2026 Fonte: Mapa de lacunas e evidências pendentes (v0.2), Matriz de achados e lacunas (v0.2) e Matriz de riscos consolidada (v0.2)

Este questionário converte em perguntas objetivas as lacunas já registradas nos três documentos-fonte — evidências pendentes (E1–E7), achados classificados como "Hipótese a validar" ou "Risco potencial" (D1–D12) e riscos que dependem de confirmação (R01–R41). Cada pergunta traz entre colchetes a referência ao item de origem, para rastreabilidade na próxima consolidação. Perguntas sem referência foram inferidas diretamente do conteúdo das Atas de origem citadas em cada bloco.

Como usar

  • Cada bloco é endereçado à equipe que, pela distribuição de participantes das Atas 01–14 e da sessão de DR, é a responsável natural pela resposta. Se a equipe correta for outra, o ajuste é simples — a referência entre colchetes aponta para o item original.
  • Respostas devem vir com evidência documental sempre que possível (print, export de configuração, documento formal, planilha) — não só declaração verbal. Isso segue a mesma regra de ouro do assessment: valores citados de memória permanecem como hipótese até confirmação.
  • Perguntas já respondidas nas Atas 13 e 14 (Rede/Telecom e Engenharia de Dados) não estão aqui — o que falta responder é justamente o que essas sessões não cobriram ou deixaram como encaminhamento em aberto.
  • O domínio E6 (pendências operacionais da consultoria — acesso a Citrix/DevOps, artefatos no SharePoint, transcrições) não gerou perguntas: são providências internas da consultoria e do Roberto, não lacunas técnicas de uma equipe.
  • Ordem dos blocos segue a criticidade já registrada na matriz de riscos (críticos primeiro).

1. Segurança e Continuidade / Disaster Recovery

  1. [E5] Quais são o RTO e o RPO formalmente definidos, por sistema, para o ambiente corporativo e para o ADMS — não apenas o RTO agregado de 24h já mencionado na sessão de DR?
  2. [E5, R33] Existe runbook documentado de chaveamento de site, com papéis, dependências e tempos medidos, cobrindo os sistemas corporativos (não só os testes em ambiente isolado, "bolha")?
  3. [R33] Há plano para um teste de chaveamento integral — não isolado — que exercite resolução de nomes, rotas, autenticação, certificados e as integrações reais entre ADMS e sistemas corporativos?
  4. Qual o motivo técnico pelo qual a Schneider orienta não executar o teste "site suíte local" em 2026? Existe posição formal por escrito, além dos e-mails já trocados?
  5. Qual o estado atual da iniciativa, mencionada na Ata 13, de replicar os sistemas corporativos para João Pessoa? Ainda está ativa ou foi descontinuada?
  6. Existe avaliação formal de replicar o serviço (como já ocorre para Redis e Mongo) em vez da VM inteira, para reduzir o RTO de 24h hoje declarado?
  7. [R32] Qual o modo de proteção e o transporte (síncrono ou assíncrono) configurado hoje no Data Guard entre os sites? Existe leitura habilitada no ambiente secundário?

2. Plataforma e Barramento (OpenShift / Confluent Kafka)

  1. [E1] Quais as versões exatas do OpenShift por ambiente e do operador/componentes Confluent, antes e depois da última atualização?
  2. [E1] Quantos nodes, cores e memória são dedicados ao barramento por componente, e qual o total efetivo de cores licenciados?
  3. [E1, R15] O número de aproximadamente 120 cores dedicados citado na Ata 10 está correto? Existe inventário formal que confirme?
  4. [E1] Quantos clusters Kafka existem, qual a capacidade provisionada e a ocupação real? Quantos tópicos, esquemas, produtores e consumidores existem por domínio?
  5. [E1] Qual a política de retenção configurada por tópico, e qual o volume diário/mensal de eventos?
  6. [E1] Quais os parâmetros de StorageClass configurados? Existe medição de entrada/saída que confirme ou descarte a hipótese de esquema de paridade levantada na Ata 10?
  7. [E1, R07] Existe lista atualizada das aplicações que acessam o Kafka por rota externa? Há endpoints fixos (hardcoded) em código?
  8. [E1, R02] Quais ferramentas de backup do barramento já foram testadas com registro formal? Qual a capacidade real do object storage disponível para funcionar como Event Store?
  9. [E1] O licenciamento atual do Confluent já contempla mecanismo de replicação entre clusters?
  10. [R13, R18] Existe hoje algum inventário de tópicos duplicados ou eventos equivalentes? Há previsão de catálogo corporativo de eventos?
  11. [R14] Qual o plano para reconexão automática e health checks funcionais dos consumidores após reinício ou atualização da plataforma?
  12. [R27] Qual o cronograma formal — com janelas, testes e critérios de rollback — para atualização do operador e dos componentes Confluent?
  13. [R28] Qual o plano de adoção completa do Schema Registry entre as empresas do grupo?

3. Banco de Dados — DBA Oracle e SQL Server / Captura de Dados (CDC)

  1. [E2] Quais os nomes e esquemas das duas tabelas de maior volume, e como estão configuradas no barramento?
  2. [E2] Existe o desenho de arquitetura do XStream elaborado na prova de conceito? Pode ser publicado no repositório compartilhado do assessment?
  3. [E2] Quais comandos DDL e versões já interromperam a captura em produção? Existe lista consolidada?
  4. [E2] É possível medir a vazão por etapa da cadeia — captura, transporte, materialização, consumo?
  5. [E2] Existe inventário de consumidores das bases do ADMS, com finalidade, criticidade e prazo tolerável por consumidor?
  6. [D9, R31] O conector de captura (Debezium) pode ser reposicionado mais próximo do banco de origem, dentro do ambiente operacional? Quais as restrições técnicas reais, considerando a ausência de orquestração de contêineres na OT?
  7. [D12, R40] Qual a viabilidade contratual de usar extração incremental por marcador temporal como alternativa ao upgrade de licenciamento Oracle estimado em R$ 6 milhões? O contrato de licenciamento ilimitado permite esse uso em nuvem, inclusive após o encerramento do contrato atual?
  8. [E5] Considerando o modo de proteção do Data Guard (pergunta 7 do bloco de Segurança e Continuidade), qual é o RPO efetivo da replicação do banco corporativo hoje?

4. Rede e Telecomunicações

  1. [E5, R35] Já existem as séries históricas de 30 a 90 dias de ocupação dos enlaces (média, pico, percentis, perda, variação de atraso), por direção, como recomendado pela própria Ata 13?
  2. [E5] Qual o SLA contratado e o histórico de indisponibilidade dos links entre Paraíba e Minas Gerais?
  3. [R36] Qual o cronograma atualizado do projeto de interconexão de data centers e da migração da segmentação TI/OT, hoje apoiada em VLAN, para a nova solução?
  4. Existe teste ponta a ponta agendado do OMS na Paraíba contra os sistemas corporativos em Minas Gerais, medindo tempo de resposta de API, vazão de eventos e taxa de erros?
  5. Existe enlace dedicado ou VPN em avaliação para a conectividade com a nuvem de dados? Qual o status dessa avaliação?

5. Fornecedor Schneider (ADMS)

  1. [D1, R06] Qual a posição formal da Schneider sobre o defeito de produto em aberto relacionado ao processamento single-thread do adaptador?
  2. [D1] Após a melhoria já aplicada pela Schneider, qual o limite de crescimento e o comportamento esperado em picos e cenários de tempestade? Existe dimensionamento formal?
  3. [D1, R04] A Schneider aceita formalizar um acordo de comunicação prévia de mudanças em views, tabelas e colunas antes de aplicar atualizações em produção?
  4. [E4] Existe posição formal da Schneider sobre o defeito em aberto relacionado à capacidade e ao backlog de processamento do adaptador ADMS?
  5. [R26] Existe alternativa às views proprietárias e bibliotecas do produto que reduza o acoplamento atual, ou algum contrato de dados formal está em avaliação com o fornecedor?
  6. Reunião única e objetiva consolidando as dúvidas sobre upgrades, views, bibliotecas e site switch — pendente desde a Ata 12: quando pode ser agendada?

6. Engenharia de Dados / Data Lake (Databricks)

  1. [E7, D12] Qual a topologia exata (nós, distribuição), o failover e o SLA do componente de integração entre o ambiente próprio e a nuvem — hoje descrito como ponto único de falha da cadeia analítica e regulatória?
  2. [E7, D12] Existe teste de failover documentado para esse componente? Qual o plano para adotar conectividade dedicada com o provedor de nuvem?
  3. [R37] Existe avaliação para substituir a retenção uniforme de sete dias na área de aterrissagem por classes de retenção conforme criticidade?
  4. [R38] Existe cronograma para implantar regras mínimas de qualidade de dados — completude, validade, consistência — com quarentena?
  5. [R39] Existe plano para implementar idempotência nos consumidores e captura incremental de estado nos conectores do data lake?
  6. [E7] Quem é hoje o responsável formal pelo serviço de gravação em Go que substitui o conector comercial? Existe documentação e plano de sustentação?
  7. [E7] Qual o plano para reenviar dados corrigidos e notificar o consumidor quando um erro é descoberto após a publicação, especialmente nas APIs regulatórias?

7. GIS e Integração GIS-ADMS

  1. [D2] Os números de performance da integração, hoje divergentes entre fontes documentais, podem ser resolvidos e formalizados em uma fonte única?
  2. [E4] Qual é, de fato, a janela de propagação do GIS ao ADMS, e qual o comportamento observado com equipamentos recém-instalados dentro dessa janela?
  3. [D2] Existe hoje algum mecanismo de reconciliação para eventos tardios originados dessa janela de propagação?

8. CRM, Atendimento e Incidentes (Érica)

  1. [E4] Pode ser documentado o fluxo ponta a ponta de incidentes — geração, agrupamento, retorno ao CRM, fechamento, reabertura e conciliação de eventos tardios?
  2. [D3] Existe plano para adotar o padrão Transactional Outbox e correlation ID ponta a ponta nos fluxos de incidentes?
  3. [D3] O agrupamento de incidentes pelo ADMS já causou, na prática, reaberturas ou duplicidades perceptíveis? Há registro desses casos?

9. WFM (Especialista)

  1. [D4] Qual a volumetria e as janelas de processamento do motor de cálculo IQS e das integrações do WFM?
  2. [D4] A sincronização de equipes por carga full já causou falhas, timeouts ou ausência de confirmação de processamento identificáveis? Há registro desses casos?
  3. [D4] Existe avaliação em curso para evoluir a sincronização para integração incremental por API, em estratégia híbrida?

10. F5 e API Management (Sensedia)

  1. [D7] Os monitores hoje verificam disponibilidade da aplicação — health endpoint, código e conteúdo de resposta, dependências — ou apenas do servidor?
  2. [D7] Existe política de nomenclatura formal para VIPs em avaliação ou já aprovada?
  3. [D8] Existem testes de contrato de API no CI/CD hoje, ou o mecanismo de detecção de quebras continua reativo — backend refeito ou fallback criado após incompatibilidade?
  4. [D8] Qual o plano para bloqueio de breaking changes e versionamento obrigatório de APIs?

11. Observabilidade e Monitoração

  1. [E3] Existe matriz consolidada de ferramentas de observabilidade, com fonte oficial por tipo de ativo, validada pelas equipes?
  2. [E3] Qual a volumetria real do tópico único de telemetria? Existe mapeamento das 151 aplicações emissoras?
  3. [E3, D10] O tráfego no trecho do Kafka de telemetria está com TLS configurado de ponta a ponta? O mascaramento de dados pessoais nos logs está implementado?
  4. [E3] Existe plano de expansão da instrumentação do Datadog além das três unidades cobertas hoje?
  5. [R20] Existe algum monitoramento previsto para Azure e Databricks? Qual o plano para consolidar a telemetria multicloud?

12. DevOps

  1. Qual o estado da conversa sobre replicação via OpenShift para os sistemas corporativos, sinalizada como prioridade pela própria equipe na sessão de DR de 03/08?
  2. Existe automação prevista para o chaveamento entre sites no F5, reduzindo a dependência de change multiequipe manual?

13. Arquitetura e Coordenação do Projeto (G1)

  1. [R34] Quais critérios objetivos de aceite de integração serão exigidos antes da entrada em produção do OMS em 01/09?
  2. Quem é o responsável formal por consolidar as respostas deste questionário e levar as duas propostas de elevação de severidade (R20 e R22, ver matriz de riscos) à rodada de validação?

Como as respostas serão usadas

Cada resposta recebida move o item correspondente de "Hipótese a validar" ou "Risco potencial" para "Achado confirmado" (ou o descarta, se a resposta contradizer a hipótese) na próxima revisão da matriz de achados e lacunas, fecha a linha correspondente no mapa de evidências, e permite reavaliar a severidade dos riscos dependentes na matriz de riscos consolidada — incluindo as propostas de elevação de R20 e R22, hoje pendentes de validação. Nenhuma resposta deve ser tratada como definitiva sem registro documental, conforme a regra de ouro já estabelecida no mapa de evidências.