Pular para conteúdo

Diagnóstico Preliminar As-Is — Recomendações Preliminares por Domínio

Projeto: DSB26201 — Assessment de Arquitetura e Integrações ADMS (Energisa) Versão: v0.2 · rascunho de trabalho (v0.1 migrado de portal-adms-v4.html para markdown em 06/08/2026; revisado em 18/08/2026 — ver nota de revisão ao final) Data-base: 03/08/2026

Cada achado do diagnóstico carrega uma recomendação preliminar de melhoria. Este documento reúne as 42 recomendações por domínio: é a agenda de evolução que o assessment propõe levar à rodada de validação com as áreas. Ver também a matriz de riscos consolidada e a matriz de achados e lacunas.

Por que preliminares

Pelo método do diagnóstico, recomendação preliminar é direção de melhoria sujeita a validação de viabilidade e prioridade com as áreas responsáveis. A priorização formal, por risco, esforço e custo, é o produto da Fase 4 do plano de trabalho: o desenho da arquitetura alvo com o roadmap de transição.

As cinco frentes transversais

As convergências CV1 a CV5, detalhadas na síntese executiva, atravessam os domínios abaixo. Tratadas como programas únicos, destravam melhorias em várias áreas de uma vez: continuidade da cadeia de dados, classes de serviço para cargas massivas, automação da contingência, requisitos de tempo formalizados e governança com donos definidos.

Recomendações por domínio

D1 · ADMS / OMS — núcleo e adaptadores

Levantar capacidade, backlog e projeção de volume (linha abaixo) é pré-requisito da camada de proteção e priorização, não uma linha paralela — sem a medição não é possível dimensionar a camada nem definir limiares (ajuste de 18/08/2026, revisão de Vlad).

Recomendação preliminar Origem
Levantar capacidade, backlog e projeção de volume com Schneider e equipe ADMS. Ata 08, conv. 11/07
Camada de proteção e priorização na frente do ADMS, dimensionada a partir da medição acima; engajamento formal da Schneider. Atas 01, 08
Rever a solução de materialização, formalizar propriedade e avaliar contrato de dados com o fornecedor. Ata 12
Acordo formal de mudanças com a Schneider, detecção de desvio de esquema e automação da recriação. Ata 12

D2 · GIS e integração GIS-ADMS

Recomendação preliminar Origem
Tratar como questão arquitetural, sem conclusão antecipada; documentar a camada de transformação. Ata 06
Mapear o fluxo ponta a ponta, definir mecanismo de reconciliação e tratamento de eventos tardios. Ata 06, conv. 11/07
Resolver a divergência como questão de validação no retorno com GIS/ADMS, sem arbitrar silenciosamente. Atas 01, 06

D3 · CRM, incidentes e canais de atendimento

Recomendação preliminar Origem
Adotar Outbox nos serviços críticos; idempotência e deduplicação nos consumidores. Ata 09
Definir e propagar identificador de correlação em todos os fluxos críticos. Ata 09
Documentar e validar com Érica o fluxo ponta a ponta: geração, agrupamento, fechamento, reabertura e conciliação. Ata 09, conv. 11/07
Avaliar a notificação proativa do ADMS ao CRM: publicar o incidente detectado no barramento assim que identificado, para o CRM consultar antes de abrir chamado novo e anexar a ligação do cliente a um incidente já em andamento, em vez de abrir outro — confirmar antes com Érica se o CRM já tem algum mecanismo de consulta ao ADMS ou se o fluxo é hoje estritamente unidirecional. Ata 09, conv. 11/07

A linha acima depende da anterior: só faz sentido redesenhar a regra de geração de incidente depois de ter o fluxo atual documentado e validado com Érica. É também a única recomendação deste domínio que mexeria na direção do fluxo, não só na execução — as outras três melhoram o fluxo como ele é hoje; esta mudaria quem dispara a abertura de um incidente (ajuste de 18/08/2026, revisão de Vlad).

D4 · WFM e sincronização de equipes

Recomendação preliminar Origem
Evoluir para integração incremental por API em estratégia híbrida, conforme critérios discutidos na Ata 08. Ata 08
Confirmar volumetria e janelas com o especialista do WFM (sessão pendente, pós-férias). Ata 08

D5 · Barramento Kafka — eventos e governança

Recomendação preliminar Origem
Event Store com replay controlado; DR definida por RTO e RPO com testes periódicos de failover e failback. Ata 10
Catálogo corporativo de eventos, esquema canônico por domínio e revisão dos tópicos fragmentados. Ata 10
Contrato versionado obrigatório e regras de compatibilidade na esteira. Atas 04, 09
Reconexão automática, espera progressiva, health checks funcionais e escalonamento para drenagem de backlog. Atas 04, 10
Matriz de decisão entre streaming, CDC, API, batch e arquivo, condicionando a aprovação de novos fluxos. Atas 10, 12

D6 · OpenShift — plataforma, rede e capacidade

Recomendação preliminar Origem
Substituir rotas por Services e DNS do cluster, centralizar endpoints em configuração governada e aplicar Network Policies. Maior retorno imediato apontado pela Ata 10. Ata 10
Confirmar por inventário; planejamento formal de capacidade e estudo de segregação do barramento por requisitos e custo total. Ata 10
Medir entrada e saída, validar StorageClass e hipótese de esquema de paridade. Ata 10
Institucionalizar o ciclo de atualização com janelas, testes e critérios de rollback. Ata 10

D7 · F5 — balanceamento e chaveamento

Recomendação preliminar Origem
Monitores ativos de aplicação: health endpoint, código e conteúdo de resposta, dependências e prontidão real. Ata 05, conv. 11/07
Automatizar o chaveamento com health checks conscientes de papel (role-aware) e runbooks testados. Ata 05
Política corporativa de nomenclatura e metadados; higienização do inventário. Ata 05, conv. 11/07

D8 · APIs e Sensedia

Recomendação preliminar Origem
Testes de contrato no CI/CD, bloqueio de breaking changes, versionamento obrigatório e validação de consumidores críticos. Ata 05, conv. 11/07
Aprofundar com desenvolvimento, API Management e DevOps no retorno de F5/Sensedia. Conv. 11/07

D9 · Captura de dados (CDC) — Oracle e SQL Server

Recomendação preliminar Origem
Medir vazão por etapa, revisar particionamento e paralelismo, isolar as tabelas ofensoras. Ata 12
Separar conectores e workloads por criticidade, com classes de serviço distintas. Ata 12
Levantar comandos e versões envolvidos; submeter alterações de banco a procedimento controlado. Ata 12
Health checks conscientes de papel ou AG Listener, mais procedimento de retomada do job com validação de offsets. Ata 05
Matriz de consumidor, finalidade, criticidade e SLA, substituindo o termo "tempo real" por requisito mensurável. Ata 12
Consolidar em solução única de integração, publicando produtos de dados reutilizáveis. Ata 12

D10 · Observabilidade e monitoração

Recomendação preliminar Origem
Arquitetura de coleta segura na OT com correlação junto ao APM e à telemetria corporativa. Ata 11
Roadmap de cobertura por criticidade e aceite de instrumentação como requisito de projeto. Ata 11
Storage e recursos dedicados, planejamento de capacidade e arquitetura resiliente na reestruturação. Ata 11
Contrato de logging, tópico por aplicação, quotas e rateio de custo. Ata 11
Mascaramento e detecção de segredos antes da indexação; TLS fim a fim com gestão de certificados. Ata 11
Incluir observabilidade como requisito de arquitetura e de aceite; consolidar a visão multifonte. Ata 11
Automação de remediação para cenários recorrentes e retenção por classe de log. Ata 11

D11 · Infraestrutura, telecom e continuidade

Recomendação preliminar Origem
Evidenciar por testes a resiliência da WAN e o comportamento das integrações síncronas em degradação. Atas 01, 03, 05
Desenhar o failover ponta a ponta, incluindo reapontamento das integrações, com teste periódico. Ata 12
Sessão dedicada de infraestrutura e contingência, com a continuidade do barramento incorporada à pauta. Pendente

D12 · Engenharia de dados e Data Lake

Domínio incorporado a este documento em 18/08/2026, a partir da Ata 14 (Engenharia de Dados/Data Lake) — já presente na matriz de achados e lacunas e na matriz de riscos consolidada (R37–R41) desde 04/08/2026, mas sem linha correspondente neste documento até esta revisão — apontado por Vladimir Morozowski De Sousa na revisão do v0.1. Nenhuma destas recomendações passou pela rodada de validação com as áreas.

Recomendação preliminar Origem
Documentar e testar o caminho completo entre o ambiente próprio e a nuvem, com failover e retomada automática; avaliar conectividade dedicada com o provedor de nuvem — hoje ponto único de falha de toda a cadeia analítica e regulatória. Ata 14
Qualidade de dados e retenção da landing são duas metades do mesmo risco, não achados independentes: sem regras de qualidade, um erro semântico entra sem alarme e é publicado nas APIs regulatórias (projeto Radar/PI Radar, ANEEL, defasagem máxima de 30 min) a cada ciclo; a detecção hoje é reativa, e quando o erro é finalmente percebido a janela de retenção de 7 dias da landing já expirou — sem dado para reprocessar (caso real de perda já ocorrido) e sem mecanismo de reenvio corrigido à ANEEL. Implantar regras mínimas de qualidade com quarentena e substituir a retenção uniforme por classes de retenção por criticidade, como uma só prioridade. Ata 14
Estabelecer contrato arquitetural obrigatório para reprocessamento, deduplicação, chave de idempotência e captura incremental de estado nos consumidores do data lake — mesma lacuna já registrada de forma independente na Ata 09, do lado do CRM. Atas 09, 14
Contratos de dados versionados, validação automatizada na esteira e alerta preventivo para mudanças incompatíveis de esquema na origem. Atas 12, 14
Validar viabilidade técnica e contratual da extração incremental por marcador temporal antes de ampliar a dependência — alternativa em estudo ao upgrade de licenciamento Oracle para replicação de grande volume, estimado em cerca de R$ 6 milhões. Ata 14
Formalizar propriedade, documentação e sustentação do serviço de gravação em Go — mesmo padrão de risco já registrado em D1 (materialização de views, Ata 12); tratar como política transversal, não caso a caso. Ata 14

Nota de revisão (18/08/2026): três ajustes a partir da revisão de Vladimir Morozowski De Sousa (com apoio do Fable) sobre o v0.1. Primeiro, incorporado o domínio D12 (Engenharia de Dados e Data Lake), já existente na matriz de achados e lacunas e na matriz de riscos consolidada (R37–R41) desde 04/08/2026, mas até aqui sem linha correspondente neste documento — a síntese que trata retenção uniforme e ausência de qualidade de dados como duas metades do mesmo risco, sugerida por Vlad, entra como uma recomendação combinada em vez de duas linhas independentes, o que reduziu 7 achados de origem para 6 linhas de recomendação. Segundo, invertida a ordem de D1.1/D1.2: o levantamento de capacidade com a Schneider passa a vir antes da camada de proteção, com a dependência explicitada no texto, não só na ordem — a linha de proteção também deixou de repetir "medição de capacidade e backlog", que agora só aparece na linha anterior. Terceiro, adicionada D3.4 (avaliar notificação proativa do ADMS ao CRM), com nota de dependência de D3.3 e de confirmação pendente com Érica. Nenhuma linha de D2, D4–D10 foi alterada.