Arquitetura de Datacenters e Redundância do ADMS¶
Projeto: DSB26201 · Assessment de Arquitetura de Integrações · Energisa Fonte: Slides "Revisão do Modelo — Alavancas Arquitetura e Infraestrutura" e "Alavancas de Topologia" (slides 28–30), apresentados por Norberto da Silva Prado na reunião de 30/06/2026 (Ata 03 · Projeto ADMS e COI do Futuro) Status: Rascunho para consolidação — a incorporar na Ata 03 (seção 5.13 e 5.16) e no Capítulo 4 do Assessment Consolidado (hoje placeholder "em construção") Elaborado por: Syntropy Labs
Por que este mapa existe¶
A Ata 03 descreve a evolução do modelo em prosa ("de nove sistemas distribuídos para três sistemas centralizados... com redundância em camadas") mas não registra dois dados que aparecem nos slides e que mudam a leitura de risco do failover: o link entre datacenters está limitado a 1 Gbps por uma interface de firewall, e o RPO da replicação é de 4 a 6 horas, não instantâneo. Nenhum dos dois está hoje na matriz de riscos do projeto.
Diagrama¶
Formato: PlantUML C4 (Container diagram, usado como diagrama físico/de implantação), biblioteca padrão C4-PlantUML. Renderizado e validado localmente (PlantUML 1.2019.06 + stdlib C4 embutido) — imagem em ../040-diagramas/arquitetura_datacenters.png.

Nota de modelagem: o modelo C4 padrão não tem um diagrama de implantação físico nas versões mais antigas da biblioteca (C4_Deployment.puml só existe em releases recentes do stdlib). Para garantir que este .puml renderize em qualquer instalação — inclusive as mais antigas — os datacenters foram modelados como System_Boundary e os pares principal/backup como Container, em vez de usar Deployment_Node. Quem tiver acesso à biblioteca atual (via internet) pode reescrever com !include <C4/C4_Deployment> e Deployment_Node() para uma semântica de implantação mais estrita, mas o conteúdo e as relações são os mesmos.
Nota de origem: o link MG-PB e o RPO de 4-6h aparecem de forma idêntica em dois slides (28 e 30) da apresentação de 30/06 — não é um número isolado.
Leitura da topologia¶
Três "sistemas" (conjuntos ADMS) cobrem as 9 distribuidoras, agrupadas em 3 agrupamentos. Cada agrupamento tem um sistema Principal com HotStandby no mesmo datacenter, e um sistema Backup (DR) no datacenter oposto — ou seja, os dois datacenters se cobrem mutuamente: o que é produção em um é DR no outro.
Conforme o slide (modelo Fev/2022): Agrupamento 01 (EPB, ESE) tem produção em João Pessoa/PB e DR em Cataguases/MG. Agrupamentos 02 (EMT, ETO, EAC, ERO) e 03 (EMG, EMS, ESS) têm produção em Cataguases/MG e DR em João Pessoa/PB.
Divergência entre o slide e a fala registrada na Ata 03¶
O slide de agrupamentos (Fev/2022) ainda mostra Tocantins (ETO) no Agrupamento 02. Na própria reunião, Norberto corrigiu verbalmente que Tocantins migrou para o Agrupamento 01, que passa a reunir Paraíba, Sergipe e Tocantins — e é essa versão corrigida que está na Ata 03 ("Nos agrupamentos atualizados, o agrupamento 1 passou a reunir Paraíba, Sergipe e Tocantins"). O diagrama acima segue o slide (fonte visual original); a composição vigente do Agrupamento 01, confirmada em ata, é PB + SE + TO. Isso é sinal de que o material de referência da própria Energisa está desatualizado nesse ponto — vale confirmar com Norberto qual versão do agrupamento é a válida antes de consolidar no Capítulo 4.
Achado que não está na matriz de riscos hoje¶
- Link entre datacenters limitado a 1 Gbps, apesar do link nominal ser de 3 Gbps — o limitador é a interface do firewall da rede OT. Aparece de forma idêntica em dois slides diferentes (28 e 30), portanto é dado consolidado, não um número solto.
- RPO de 4 a 6 horas na replicação assíncrona entre os datacenters — antes do modelo revisado, a replicação era síncrona ("quente"), praticamente instantânea. Em um cenário de perda do datacenter principal, a janela de perda de dados potencial é de até 6 horas.
Combinados, esses dois dados pesam diretamente sobre o runbook de failover que o Plano de Trabalho Revisado está construindo para o go-live de 01/set — e hoje nenhum dos dois consta na tabela de "Riscos e Pontos de Atenção" da Ata 03, que já registra como risco alto o comportamento do CDC no failover e a configuração pendente do F5, mas não menciona limite de banda nem RPO.
Próximo passo¶
Consolidar este mapa na Ata 03 (complementando a seção 5.13 "Evolução do modelo de arquitetura e datacenters" e a seção 5.16 "Pontos de atenção arquiteturais") e usá-lo como base do Capítulo 4 do Assessment Consolidado (Infraestrutura, Clusters e Datacenters), hoje um placeholder vazio. Recomenda-se também acrescentar os dois achados (limite de 1 Gbps e RPO de 4-6h) à Matriz RAID do Capítulo 5 assim que esse capítulo for iniciado.