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Ata 03 · Projeto ADMS e COI do Futuro (30 de junho de 2026)

Data 30 de junho de 2026 (terça-feira)
Horário Início às 16h10, duração aproximada de 1 hora e 26 minutos
Plataforma Microsoft Teams (reunião remota, com gravação e transcrição)
Tema Apresentação do projeto ADMS e do programa COI do Futuro, arquitetura de datacenters e integrações, cronograma de implantação e definição da estratégia de análise da consultoria
Cliente Energisa (distribuição de energia)
Fornecedor Syntropy Labs
Elaborado por Syntropy Labs
Fontes Gravação e transcrição do Microsoft Teams, slides do programa COI do Futuro e compilação produzida na análise do encontro

1.4.1. Participantes

Participaram da reunião os profissionais relacionados a seguir, representando a Energisa e a consultoria.

Felipe Rosa Aguiar Energisa Apresentação do projeto ADMS e do programa COI do Futuro
Norberto da Silva Prado Energisa Coordenação de arquitetura e integração; detalhamento de infraestrutura, datacenters e integrações
João Carlos Franco Castellani Digital Solutions e Syntropy Labs Consultoria de Arquitetura
Vladimir Morozowski de Sousa Digital Solutions e Syntropy Labs Consultoria de Arquitetura

Mencionados ao longo da reunião, sem participação direta: Érica, Bruno, Zé Luiz e Giovani, da Energisa, e o especialista de F5 (Gullet). Citados ainda os fornecedores Schneider Electric, Dell, Nvidia, Citrix e a Accenture, além de referências de mercado como CPFL, Cemig, Equatorial, Enel, Celesc e Copel.

1.4.2. Pauta

  • Programa COI do Futuro: origem, objetivo e evolução até o ADMS.
  • Tendência de mercado, da operação de rede (DNO) para a operação de sistema (DSO), e a entrada da geração distribuída.
  • O que é o ADMS: pilares, módulos e integrações.
  • Benefícios e business case do projeto.
  • Evolução do modelo de arquitetura, datacenters e redundância.
  • Fases do projeto e cronograma de implantação.
  • Estratégia de análise da consultoria e pontos de atenção arquiteturais.
  • Nuvem, rede OT e oportunidades de transbordo.

1.4.3. Índice dos temas discutidos

  1. Programa COI do Futuro: origem e objetivo
  2. De operador de rede (DNO) a operador de sistema (DSO)
  3. Decisão pelo ADMS integrado
  4. Situação anterior: sistemas legados, riscos e limites
  5. O que é o ADMS: pilares e módulos
  6. Conceitos do OMS: eventos e agrupamento de reclamações
  7. SCADA e a operação da rede
  8. Níveis do sistema elétrico e o papel de cada módulo
  9. Integração com o GIS
  10. Integrações com atendimento, clientes, manutenção e campo
  11. Medidores inteligentes, Derm e integrações futuras
  12. Benefícios e business case
  13. Evolução do modelo de arquitetura e datacenters
  14. Fases do projeto e cronograma
  15. Estratégia de análise da consultoria
  16. Pontos de atenção arquiteturais
  17. Nuvem, rede OT e transbordo

1.4.4. Resumo executivo

A reunião foi a continuação da contextualização iniciada em 25 de junho e concentrou-se no projeto ADMS, apresentado por Felipe Rosa Aguiar como o núcleo do programa COI do Futuro (Centro de Operação Integrado). Felipe percorreu, a partir dos slides do programa, a origem do projeto, a tendência de mercado de migração da operação de rede para a operação de sistema, a decisão pela adoção de um ADMS integrado em vez de trocas pontuais de sistemas, os módulos e integrações do produto, o business case e a evolução do modelo de arquitetura e de datacenters.

Norberto complementou a apresentação com o detalhamento da infraestrutura, das integrações e do cronograma atualizado, e trouxe um conjunto de pontos de atenção arquiteturais associados à entrada de Sergipe pelo datacenter da Paraíba, primeira operação em produção entre datacenters. Destacaram-se o comportamento do CDC no failover, a configuração de F5 ainda pendente, a topologia com ADMS ativo-ativo e sistemas corporativos ativo-passivo, a retenção regulatória dos dados legados e o compartilhamento dos ambientes de homologação e treinamento. Ao final, a consultoria propôs conduzir a análise pela abordagem bottom-up, começando pela integração OMS e CRM, apontada anteriormente por Érica como ponto nevrálgico, mapeando as dores por mesa e priorizando.

1.4.5. Detalhamento dos temas discutidos

1.4.5.1. Programa COI do Futuro: origem e objetivo

O projeto foi apresentado como parte do programa COI do Futuro, o Centro de Operação Integrado que monitora toda a rede de distribuição e subtransmissão do grupo. O programa começou em 2018 como pré-projeto, com apoio de consultoria externa (Accenture, que havia realizado trabalho semelhante na CPFL), e evoluiu até culminar na implantação do ADMS. Seu objetivo foi além do ADMS, ao entender as necessidades do COI, e originou outras iniciativas, como o E-Force, o novo sistema de despacho que moderniza o WFM da Energisa.

1.4.5.2. De operador de rede (DNO) a operador de sistema (DSO)

Foi apresentada a tendência mundial de modernização das utilities, com a migração do conceito de operador de rede de distribuição (DNO) para operador de sistema de distribuição (DSO). Enquanto o operador de rede monitora religadores e subestações em um fluxo de energia essencialmente unidirecional, o operador de sistema lida com um sistema complexo, análogo ao papel da ONS no sistema interligado nacional. A entrada da geração distribuída acentua essa mudança, pois o cliente deixa de ser apenas consumidor e passa a injetar energia na rede, o que exige novas capacidades de controle e, no futuro, soluções como o Derm.

1.4.5.3. Decisão pelo ADMS integrado

Diante do forte investimento das utilities em módulos como EAM, ADMS, MDM, AMI, Mobile Workforce Manager, GIS, OMS e SCADA, a Energisa avaliou se valeria a pena substituir sistemas de forma pontual (por exemplo, apenas o OMS ou apenas o SCADA) ou adotar um ADMS completo, que já engloba OMS e SCADA. A análise concluiu que o ADMS integrado, ainda que mais caro, sustenta a operação por décadas com poucas evoluções e abre caminho para investimentos posteriores em Derm. A implantação é conduzida pela própria Schneider, cujo produto não é tropicalizado para o Brasil, o que motivou a criação de um time Brasil pelo fornecedor.

1.4.5.4. Situação anterior: sistemas legados, riscos e limites

A análise da situação em 2021 e 2022 evidenciou baixa resiliência, integrações inexistentes ou experimentais e estimador de estado de rede ineficaz. Os sistemas SCADA em uso, Scatex e PowerOn, atingiriam o limite de pontos digitais e analógicos em 2023 e 2024, sem possibilidade de ampliação, o que impediria a automação de novas subestações e equipamentos. Os sistemas SGD, TS e PowerOn foram descontinuados, sem roadmap dos fornecedores, e o SGD e o TS eram usados apenas pelo grupo Energisa. O cenário de nove distribuidoras trazia três sistemas de OMS e três de SCADA, nove salas técnicas dispersas e ausência de padronização e governança, com riscos de resiliência, travamento e continuidade da operação.

1.4.5.5. O que é o ADMS: pilares e módulos

O ADMS foi descrito a partir de seis pilares operacionais: monitorar e operar, analisar e otimizar, rastrear e restaurar. Diferente de produtos isolados, o ADMS é uma caixa completa que reúne, em uma única solução, o SCADA (automação e controle das subestações), o OMS (gestão de eventos de falta de energia), o DMS (inteligência de otimização de fluxo, apoio a manobras e localização de falta), um módulo voltado à subtransmissão e o ATS, ambiente de treinamento das equipes. A otimização abrange tanto o fluxo de energia, exemplificado pela compra de energia da Minas Rio junto a Light e Cemig em diferentes pontos de conexão, quanto a restauração, com planos de manobra sugeridos automaticamente ao operador.

1.4.5.6. Conceitos do OMS: eventos e agrupamento de reclamações

No OMS, cada reclamação de falta de energia registrada no atendimento é transformada em um evento. Quando vários clientes reclamam do mesmo trecho, o sistema não gera múltiplos eventos, e sim um único evento com várias reclamações. Foram apresentados os conceitos de cliente isolado (uma única reclamação, sem outras na região) e de ocorrência coletiva (várias reclamações do mesmo transformador). O agrupamento é parametrizável por quantidade e por tempo, por exemplo, agrupar quando três ou mais clientes reclamarem dentro de uma hora, de modo a não vincular reclamações distantes no tempo que provavelmente têm causas distintas.

1.4.5.7. SCADA e a operação da rede

O SCADA foi descrito como o sistema de automação que controla os equipamentos das subestações, monitorando pontos digitais e analógicos e enviando comandos de abrir e fechar, aumentar e diminuir potência ou tap, entre outros. É a camada responsável pelo controle de dados e pelo monitoramento em tempo real da rede, com exigência de resposta muito rápida, o que impõe proximidade entre o sistema e quem o opera.

1.4.5.8. Níveis do sistema elétrico e o papel de cada módulo

O sistema elétrico foi apresentado em níveis. A geração, a partir de usinas hídricas, eólicas e demais fontes, alimenta as linhas de transmissão de mais alta tensão (500 kV e 230 kV), operadas pelas transmissoras e pela ONS e fora do escopo do projeto. Abaixo, as linhas de subtransmissão (230 kV, 138 kV e 69 kV) ficam no nível das distribuidoras e contam com o apoio do módulo de subtransmissão. No nível da distribuição (11,4 kV e 22 kV), atuam o OMS, mais operacional, e o DMS, que traz a inteligência de otimização de fluxo, apoio a manobras e localização da falta.

1.4.5.9. Integração com o GIS

O GIS é o sistema de georreferenciamento que mantém a base de ativos (transformadores, postes, chaves). O GIS Adapter converte esses dados para o modelo do ADMS, que o consome. A distinção central é que o GIS é uma rede estática, de origem, que cresce com as obras, enquanto o OMS é uma rede dinâmica, que reflete o estado do dia. A carga inicial é full, com o GIS inteiro, seguida por cargas incrementais por circuitos, conforme as mudanças. O GIS Adapter, escrito em Java, teve o código otimizado para reduzir o tempo de carga, sem alterar a estrutura aceita pela Schneider. Foi ainda distinguido o mundo interno das subestações, desenhado no próprio SCADA, do mundo externo, que segue o arruamento e é exibido no OMS.

1.4.5.10. Integrações com atendimento, clientes, manutenção e campo

O sistema de atendimento telefônico e a base comercial de clientes enviam ao ADMS a lista completa de clientes por meio de arquivo CSV via SFTP, adotado em razão do volume em vez de adaptador, com atualização incremental diária de clientes ativos e inativos, além de dados de faturamento. O sistema de manutenção (EAM) informa ao OMS a existência de notas de serviço abertas, por exemplo por vazamento de óleo em transformador, o que ajuda o operador a identificar problemas prováveis. Os canais digitais (site e aplicativos Energisa On) recebem status e prazos das faltas de energia, e o Workforce (E-Force) recebe o despacho e retorna a baixa dos serviços em campo.

1.4.5.11. Medidores inteligentes, Derm e integrações futuras

A integração de medidores inteligentes (AMI e MDM) permitiria sinalizar falta de energia antes da reclamação, mas é considerada problemática e ainda não implementada, em avaliação para a fase 2, pelo risco de falsos positivos, já que o medidor pode indicar ausência de energia por desligamento do disjuntor pelo próprio cliente, gerando deslocamentos improdutivos. Essa integração também apoiará, no futuro, o Derm, voltado à geração distribuída, cujo controle pleno esbarra na regulação brasileira. Foram citadas ainda integrações não adotadas ou fora de escopo, como o sistema de clima (NetClima) e o agregador de pequenos recursos de DR.

1.4.5.12. Benefícios e business case

Entre os benefícios, destacaram-se a redução do retrabalho de transcrição de dados entre SCADA e OMS, agora automática, e o aumento da confiabilidade da informação. Foi citado o caso em que o SCADA registrava os segundos como 00, o que distorcia a apuração de eventos acima de três minutos e levou a Energisa a ser multada pela ANEEL, situação que o ADMS evita ao garantir a precisão do tempo. O projeto também traz automação de relatórios e indicadores, padronização e governança, com a redução de seis para um fornecedor, e novas funcionalidades como self healing, manobras automáticas, modo de estudo e Load Flow. O business case incorporou ganhos de compensação, redução de perdas técnicas, produtividade de pessoal e redução de penalidades, com destaque para um risco de multa de quase três milhões associado a dados indevidos.

1.4.5.13. Evolução do modelo de arquitetura e datacenters

O modelo de arquitetura evoluiu de forma significativa. O primeiro cenário previa nove sistemas distribuídos, com dezoito datacenters (dois por empresa) e ambientes próprios de treinamento, qualidade e desenvolvimento, a um custo aproximado de 200 milhões, com a desvantagem de impedir o apoio entre operadores de empresas diferentes. O cenário adotado passou para três sistemas centralizados em Cataguases (Minas) e na Paraíba, com os parceiros Dell, Nvidia e Citrix, em um caso inédito de ADMS rodando via Citrix na rede operativa, o que exigiu uma prova de conceito antes da assinatura do contrato. A redundância combina ambiente online, hot standby (alta disponibilidade) e backup frio, com acessos cruzados entre empresas e agrupamentos. O uso dos links existentes, com aumento de capacidade, gerou economia de cerca de sete milhões, e o custo do projeto caiu de 190 para 122 milhões.

1.4.5.14. Fases do projeto e cronograma

O projeto foi dividido em duas fases, o que distribui o desembolso ao longo do tempo. A fase 1 implanta o básico (SCADA e OMS) em abordagem waterfall, para minimizar risco, e a fase 2 traz os módulos avançados (DMS e o módulo de subtransmissão). No cronograma atualizado compartilhado por Norberto, o SCADA já está implantado nas empresas iniciais, o OMS está em implantação e o go-live de Sergipe, pelo datacenter da Paraíba, foi antecipado de fevereiro de 2027 para setembro de 2026, seguido por Tocantins, com data ainda a definir. Nos agrupamentos atualizados, o agrupamento 1 passou a reunir Paraíba, Sergipe e Tocantins.

1.4.5.15. Estratégia de análise da consultoria

A consultoria propôs conduzir a análise pela abordagem bottom-up, partindo de um fluxo com dor real, a integração OMS e CRM apontada anteriormente por Érica como ponto nevrálgico, subindo da integração para o processo, de modo a entregar resultado mais rápido e ampliar o conhecimento do ambiente em paralelo. Norberto concordou e sugeriu primeiro mapear as dores com cada mesa e pessoas envolvidas e depois priorizar, direcionando as questões sistêmicas às mesas responsáveis. Felipe recomendou apoiar-se no catálogo de dados das integrações e nas jornadas por processo, observando que cada fluxo tem dados e integrações próprios, por exemplo, o desligamento programado nasce no ADMS e segue para o CRM, enquanto o emergencial nasce no CRM, desce ao ADMS, vai ao Workforce e retorna com a baixa.

1.4.5.16. Pontos de atenção arquiteturais

Norberto trouxe um conjunto de pontos de atenção. A retenção dos dados dos sistemas legados descontinuados (OMS, SGD, TS e PowerOn) por dez anos, com possibilidade de recálculo exigida pela ANEEL, não foi prevista no projeto, e há planos de migração para IQOS e Sonda em avaliação. A entrada de Sergipe inaugura a operação em produção pelo datacenter da Paraíba, com o ADMS ativo-ativo entre Minas e Paraíba, porém com os sistemas corporativos e o DR ativo-passivo e concentrados em Minas. No failover recente, o CDC em SQL Server, que integra os sistemas corporativos na DMZ e publica no Kafka para o BI e o Data Lake em near real time, não reapontou, e os relatórios ficaram congelados, pois a configuração de F5 prevista desde a entrada do Mato Grosso do Sul não foi implementada. A dúvida central é como garantir a continuidade e o ponteiramento do CDC no failover, além do redirecionamento de endpoint por meio de um VIP com health check. Some-se a isso o compartilhamento de um único ambiente de homologação (multi-tenant) e de um único ambiente de treinamento por agrupamento, com o desafio de homologar o grupo 1 sem travar a homologação do grupo 3, e a necessidade de escalar o ambiente para a carga de GIS das nove empresas.

1.4.5.17. Nuvem, rede OT e transbordo

A maioria dos sistemas não produtivos está na OCI, dado o forte investimento em Oracle e Exadata, enquanto as modernizações têm ido para a AWS, com discussão em aberto sobre multicloud. A rede OT é mantida on-premises por segurança, sem acesso à internet e sob modelo de confiança mínima, e o barramento Confluent foi mantido on-premises, embora pudesse ter ido para a nuvem. A consultoria sugeriu avaliar o transbordo para nuvem de ambientes de qualidade e teste e de fluxos desacoplados, como o processamento do GIS, com uso de VPC e link dedicado para preservar a segurança. Hoje o único link dedicado é para a OCI, enquanto AWS, Azure e Google são acessados via internet e VPN, e o Data Lake vem crescendo em volume.

1.4.6. Decisões e encaminhamentos

Registro das principais decisões tomadas na reunião (modelo de Decision Log).

Adotar a abordagem bottom-up na análise, iniciando por um fluxo com dor real (integração OMS e CRM) Proposto por Castellani; acordado com Norberto
Mapear as dores com cada mesa e pessoas envolvidas e, em seguida, priorizar Diretriz acordada por Norberto
Direcionar as questões sistêmicas às mesas responsáveis, mantendo o olhar arquitetural Acordado na reunião
Marcar sessão técnica com a equipe de F5, do barramento e do conector para tratar CDC e failover Solicitado por Norberto
Tratar a nova topologia da Paraíba (ADMS ativo-ativo e corporativo ativo-passivo) como ponto de validação Entendimento consolidado na reunião

1.4.7. Riscos e pontos de atenção

Pontos de atenção identificados na reunião, classificados por categoria e severidade. A severidade é uma leitura preliminar, a ser refinada na fase de assessment.

CDC em SQL Server com endpoint fixo que não reaponta no failover, congelando a replicação para BI e Data Lake Arquitetura Alto
Configuração de F5 (VIP com health check) para redirecionamento no failover ainda não implementada Infraestrutura Alto
Topologia com ADMS ativo-ativo (Minas e Paraíba) e corporativo ativo-passivo concentrado em Minas, sem produção cross-datacenter testada Arquitetura Alto
Retenção por 10 anos e recálculo dos dados dos sistemas legados descontinuados não previstos no projeto Regulatório Alto
Ambiente único de homologação e de treinamento (OTS) por agrupamento, com risco de conflito entre a implantação do grupo 1 e a homologação do grupo 3 Operacional Médio
Atraso do Data Lake e dependência de relatórios emergenciais construídos a toque de caixa pela arquitetura Operacional Médio
Integração de medidores inteligentes (AMI e MDM) com risco de falsos positivos e deslocamentos improdutivos Operacional Médio
Escala do ambiente (disco) para a carga de GIS das nove empresas Escalabilidade Médio

1.4.8. Questões em aberto

  • Como garantir a continuidade e o ponteiramento (LSN e offset) do CDC no failover, além do redirecionamento de endpoint.
  • Como configurar o F5 (VIP e health check) para o redirecionamento controlado no failover entre datacenters.
  • Como preservar e recalcular, por dez anos, os dados dos sistemas legados descontinuados, e com qual solução (IQOS, Sonda).
  • Como dimensionar o ambiente de homologação e o de treinamento (OTS) para múltiplos agrupamentos sem travar as viradas.
  • Qual a frequência de atualização do backup frio e o comportamento sob DR na topologia entre Paraíba e Minas.
  • Quais fluxos e ambientes (qualidade, teste, processamento de GIS) poderiam ser levados à nuvem sem comprometer a segurança da rede OT.

1.4.9. Conclusões

  • O ADMS é o núcleo do programa COI do Futuro, consolidando SCADA, OMS, DMS e subtransmissão em uma plataforma única, com governança de um só fornecedor.
  • A decisão por um ADMS integrado, em vez de trocas pontuais de sistemas, sustenta a operação por décadas e abre caminho para o Derm e a gestão da geração distribuída.
  • O modelo de arquitetura evoluiu de nove sistemas distribuídos para três sistemas centralizados, com redundância em camadas e redução expressiva de custo.
  • A entrada de Sergipe pelo datacenter da Paraíba inaugura, em produção, a operação entre datacenters, o que exige validação de CDC, failover e F5.
  • A retenção regulatória dos dados legados e a padronização de relatórios são lacunas a endereçar.
  • A análise seguirá pela abordagem bottom-up, começando pela integração OMS e CRM, com mapeamento de dores por mesa e priorização.

1.4.10. Próximos passos e ações definidas

Matriz de ações acordadas, com responsável e prazo indicativo.

1 Compartilhar o cronograma atualizado dos deploys Norberto (Energisa) Concluído (chat)
2 Marcar sessão técnica com F5, barramento e conector (CDC, failover, dores) Norberto (Energisa) Curto prazo
3 Iniciar a análise pela integração OMS e CRM, mapeando dores por mesa Consultoria e Energisa Em sequência
4 Levantar o catálogo de dados e as jornadas por processo das integrações Energisa, apoio da consultoria Curto prazo
5 Avaliar solução para retenção e recálculo dos dados legados (IQOS, Sonda) Energisa Em avaliação
6 Detalhar as camadas de rede, telecom e infraestrutura das integrações Norberto (Energisa) Em sequência
7 Aprofundar os sistemas do entorno (CRM, WFM e demais) e suas fases Consultoria e Energisa Em sequência
8 Avaliar transbordo para nuvem de ambientes não produtivos e fluxos desacoplados Consultoria e Energisa A definir

Datas-chave

  • Homologação de Sergipe: a partir de julho de 2026.
  • Go-live de Sergipe (Energisa Sergipe, datacenter da Paraíba, agrupamento 1): antecipado de 1º de fevereiro de 2027 para 1º de setembro de 2026.
  • Tocantins: próxima empresa do agrupamento 1, com data a definir.

1.4.11. Observações finais

Esta ata foi consolidada a partir da gravação e da transcrição da reunião fornecidas pelo Microsoft Teams, dos slides do programa COI do Futuro e da compilação produzida durante a análise do encontro. Eventuais nomes de pessoas, empresas e termos técnicos transcritos automaticamente foram normalizados para refletir o contexto do projeto. As classificações de severidade e os prazos têm caráter indicativo e serão refinados nas etapas seguintes da consultoria.