Ata 06 · Integração GIS, GIS Adapter, SFTP e ADMS e OMS (10 de julho de 2026)¶
Ata unificada, consolidada a partir da compilação técnica por temas e da transcrição integral da sessão.
| Data | 10 de julho de 2026 |
| Horário | 15h03 às 15h50 (BRT) |
| Duração | 46 minutos e 51 segundos |
| Tema central | Integração entre GIS e ADMS e OMS, incluindo fluxo de arquivos, atualização cadastral, validação, rejeições, topologia por grupos e observabilidade |
| Objetivo | Entender a arquitetura atual, o fluxo cadastral e operacional, as validações, as restrições de implantação e as principais dores da integração GIS e ADMS |
| Gravação | Vladimir Morozowski de Sousa |
| Cliente | Energisa (distribuição de energia) |
| Fornecedor | Syntropy Labs |
| Fontes | Compilação técnica por temas e transcrição integral formatada da reunião |
Nota de consolidação das fontes Esta ata unifica dois documentos produzidos sobre a mesma sessão: a compilação técnica por temas e a transcrição integral formatada. O conteúdo temático segue a estrutura da compilação, enriquecido com os detalhes registrados apenas na transcrição, e o registro cronológico revisado consta no Anexo B. A transcrição preserva os rótulos de falante de 1 a 6, uma vez que a gravação não contém identificação inequívoca de cada voz. Termos técnicos e nomes próprios reconhecidos de forma imprecisa pelo reconhecimento automático estão relacionados no Anexo D. |
Índice desta ata¶
- Resumo executivo
- Contexto, escopo e participantes
- Arquitetura atual e fluxo de integração
- Domínio de dados e responsabilidade dos sistemas
- GIS Adapter, transformação e customizações
- Performance e processamento
- Atualização de campo e sincronização temporal
- Cenários operacionais discutidos
- Validação, rejeição e dependências entre extratos
- Mundo externo, mundo interno e SCADA
- Topologia por grupos e cronograma de implantação
- Dores funcionais e operacionais
- Segregação de empresas e risco de single tenant
- Relatórios, logs e observabilidade
- Entendimentos consolidados, riscos, ações e questões em aberto
- Anexo A: glossário técnico
- Anexo B: registro cronológico revisado da sessão
- Anexo C: linha do tempo da discussão
- Anexo D: termos e trechos que exigem validação
1.7.1. Resumo executivo¶
A integração analisada é orientada a arquivos e tem o GIS como sistema mestre do cadastro dos ativos elétricos externos. O GIS Smallworld identifica alimentadores alterados, o GIS Adapter executa extração e transformação, gera arquivos XML e os deposita em pastas SFTP segmentadas por grupo. O ADMS monitora essas pastas, importa os extratos e aplica validações de modelo, atributos e conectividade antes de aceitar ou rejeitar o circuito.
O fluxo cadastral é unidirecional, do GIS para o ADMS. O ADMS mantém estados operacionais, como abertura e fechamento de chaves, enquanto substituições e alterações cadastrais de ativos são registradas no GIS e propagadas no processamento noturno. A defasagem de um dia foi tratada como característica do processo e não foi associada, pelos participantes, a incidentes operacionais conhecidos, embora possa afetar cálculos de outros módulos quando atributos elétricos mudam.
As dores mais relevantes não estão mais no tempo de extração, mas na operação e na observabilidade. A interface de erros do ADMS é pouco amigável, não há capacidade adequada de exportação e consolidação de relatórios, os logs são extensos e difíceis de interpretar, e o agrupamento de várias empresas em um ambiente single tenant expõe extratos entre unidades e aumenta o risco de processamento indevido. Como encaminhamento, discutiu-se reaproveitar uma frente de observabilidade já conduzida com Douglas, coletando logs na DMZ e disponibilizando pesquisa, dashboards, regras e alertas no ambiente corporativo.
Conclusão central A integração cumpre o objetivo funcional de sincronizar o cadastro de rede externa, mas necessita de uma camada operacional de observabilidade, auditoria e segregação lógica para reduzir risco humano, acelerar diagnóstico e produzir indicadores confiáveis de importação. |
1.7.2. Contexto, escopo e participantes¶
A reunião foi convocada para aprofundar a integração entre o GIS e o ADMS e OMS, envolvendo integrantes que conhecem o GIS, a equipe responsável pelos sistemas terceiros e profissionais que acompanham a implantação do DMS. A intenção foi compartilhar conhecimento com a equipe de sustentação e criar uma visão comum do fluxo técnico, do comportamento operacional e das dores observadas no projeto. Foi registrado na abertura que a participação da equipe de sustentação atende a um pedido para que esses profissionais acompanhem o levantamento de todas as integrações, à medida que o trabalho avança.
1.7.2.1. Pessoas e equipes mencionadas¶
- Gilmar Pedrete e sua equipe, descrita como responsável por sistemas de terceiros, incluindo ADMS e GIS.
- Cássio, Anielo (também citado como Nielo) e Joaquim, apontados na própria reunião como as referências de conhecimento na integração entre GIS e ADMS.
- Vladimir, Norberto, Cassiano, Taijo Aquino, Alberto, Douglas e Castellani, mencionados durante a discussão.
- Equipes de cadastro GIS, operação, empreiteiras, workforce, desenvolvimento, projeto, monitoramento e usuários das distribuidoras.
- Fornecedores e terceiros: GE, Schneider e Insight, além das equipes de suporte acionadas em falhas de importação.
Ressalva de identificação A transcrição automática não permite mapear com segurança os rótulos de falante de 1 a 6 aos nomes citados. Os nomes são apresentados apenas como participantes ou referências mencionadas. O Anexo B registra as hipóteses de correspondência que a própria transcrição permite inferir, com a evidência textual correspondente, e que devem ser confirmadas em lista oficial de participantes. |
1.7.3. Arquitetura atual e fluxo de integração¶
O processo apresentado é uma integração assíncrona baseada em arquivos. O GIS detecta alterações relevantes nos alimentadores, aciona a extração em horário programado e produz arquivos XML. Esses arquivos são enviados a um servidor SFTP. O ADMS permanece monitorando a pasta do grupo e, ao detectar os arquivos, os move para sua área de importação e inicia o processamento.
1.7.3.1. Fluxo técnico consolidado¶
| 1 | GIS Smallworld | Cadastro mestre dos ativos elétricos da rede externa |
| 2 | GIS Adapter | Extração e transformação dos dados alterados |
| 3 | Arquivos XML | Geração por alimentador e circuito |
| 4 | SFTP e DMZ | Depósito em pastas segmentadas por grupo |
| 5 | ADMS staging | Escuta da pasta e importação dos extratos |
| 6 | Validações | Verificação de modelo, atributos e conectividade |
| 7 | Carga no OMS e DMS | Aceitação ou rejeição do extrato |
O fluxo é predominantemente unidirecional para cadastro, do GIS para o ADMS. Estados operacionais permanecem sob responsabilidade do ADMS.
1.7.3.2. Modalidades de execução¶
| Automática | Agendamento noturno, mencionado como meia-noite | Alimentadores com alteração em objeto ou propriedade relevante | Pasta SFTP correspondente ao grupo |
| Manual | Ação de usuário no GIS Adapter durante o dia | Um ou vários alimentadores selecionados | Mesma estrutura SFTP por grupo |
Na modalidade automática, o processo ocorre em paralelo para cada unidade de negócio, uma vez que os ambientes utilizam servidores diferentes. Na modalidade manual, o usuário acessa o GIS Adapter, informa o alimentador ou os alimentadores que precisa extrair e dispara a extração, cujo resultado segue para a pasta SFTP.
1.7.3.3. Organização por grupo¶
As pastas no SFTP não são separadas por unidade de negócio individual. Elas são organizadas por grupos de empresas. No exemplo debatido, o Grupo 3 reúne três unidades e todos os arquivos dessas unidades chegam à mesma pasta do grupo. Empresas de outros grupos possuem pastas próprias, correspondentes aos grupos 1, 2 e 3. O ADMS possui uma área de staging para cada grupo.
1.7.4. Domínio de dados e responsabilidade dos sistemas¶
O GIS não armazena apenas localização geográfica. Ele é o cadastro mestre dos ativos elétricos da distribuidora, incluindo postes, cabos, transformadores e seus atributos. Mudanças de localização, substituição de equipamento e alteração de características cadastrais devem ser registradas no GIS. Foi esclarecido na sessão que a localização é apenas um dos atributos, e que o GIS não registra o estado do equipamento: uma chave normalmente aberta ou normalmente fechada consta no cadastro, mas se ela está manobrada ou não é informação do próprio ADMS.
| Cadastro do ativo | GIS | Identidade, localização, potência, atributos técnicos, conectividade cadastral | Propagado para o ADMS por extratos |
| Estado operacional | ADMS e OMS | Chave aberta ou fechada, manobra, desenergização | Não retorna ao GIS como atualização cadastral |
| Telemetria e supervisão | SCADA | Informações recebidas de remotas e equipamentos comunicantes | Pode apoiar identificação proativa de falhas |
| Incidente e reclamação | CRM e OMS | Cliente sem energia, ocorrência e atendimento | O ADMS pode conhecer o incidente sem conhecer a causa física exata |
| Execução em campo | Workforce, obras e cadastro | Troca de transformador, instalação de ativo, materiais e projeto | Deságua no GIS antes da propagação ao ADMS |
Princípio de autoridade cadastral O GIS é o mandante do cadastro. O ADMS não é utilizado para substituir ativos ou alterar o cadastro da rede externa; ele opera estados e recebe posteriormente a atualização cadastral. Como registrado na sessão, não há alteração de cadastro em sentido inverso. |
1.7.5. GIS Adapter, transformação e customizações¶
O GIS utilizado foi descrito como GE Smallworld, com modelo de dados proprietário voltado ao setor elétrico. O GIS Adapter da GE acopla-se ao GIS, extrai os dados e gera o formato esperado pelo DMS. Entretanto, o formato padrão do adaptador não atendia integralmente ao modelo da Schneider, exigindo customizações.
1.7.5.1. Funções do adaptador customizado¶
- Extrair dados dos alimentadores e objetos alterados.
- Transformar o modelo de dados da GE no formato aceito pelo ADMS da Schneider.
- Enriquecer o extrato com atributos adicionais não existentes diretamente no GIS.
- Calcular atributos derivados a partir de dois ou mais valores do cadastro, gerando um terceiro valor.
- Aplicar regras e reformatações específicas antes da geração dos XMLs.
- Executar tuning de código para reduzir o tempo de processamento.
A Insight foi citada como a empresa que customizou o GIS Adapter para a Energisa. O entendimento consolidado foi que as melhorias de desempenho ocorreram principalmente nos códigos de transformação e enriquecimento, e não no mecanismo básico de leitura do GIS. O adaptador foi caracterizado na discussão como executor de extração e transformação, com a carga permanecendo no ADMS.
Ausência de padrão universal Cada fornecedor de DMS e ADMS possui modelo próprio. O adaptador da GE não é um conversor genérico para qualquer plataforma; ele exige adequação ao modelo da Schneider e às regras específicas do projeto. Foram citados na sessão os modelos distintos de diferentes fabricantes como evidência de que não existe padrão único de modelo de dados entre plataformas. |
1.7.6. Performance e processamento¶
O tempo de extração já foi uma preocupação relevante. Foi mencionado um histórico de aproximadamente seis a sete horas em alguns cenários, com redução significativa após o tuning das customizações. Em um exemplo de Mato Grosso do Sul, cerca de 300 circuitos seriam processados em aproximadamente duas horas. A avaliação verbal ao final desse tópico foi que o tempo de extração do adapter deixou de ser um problema prioritário.
| Duração | Cerca de 6 a 7 horas nos cenários citados | Aproximadamente 2 horas para volume de cerca de 300 circuitos | Ganho expressivo após otimização |
| Fator dominante | Transformações e customizações do adapter | Código customizado com tuning | O gargalo não era apenas de entrada e saída de dados |
| Prioridade atual | Performance de extração | Observabilidade, relatórios e usabilidade | Mudança de foco operacional |
Divergência entre registros deste documento A Ata 01, de 17 de junho de 2026, registra que a extração full das três empresas passou de quase 12 horas para cerca de duas a três horas. Nesta sessão, a menção inicial a 12 horas foi corrigida por quem conduzia a explicação, que indicou um patamar anterior em torno de seis a sete horas. Os números devem ser tratados como questão de validação em aberto, e não como fato estabelecido, o que reforça a ação de confirmação de indicadores prevista no plano. |
1.7.7. Atualização de campo e sincronização temporal¶
Uma alteração física em campo não atualiza o GIS em tempo real. A empreiteira ou equipe de campo executa o serviço; a informação passa por processos internos, sistema de workforce, obras, materiais e equipe de cadastro. Após o projeto ser publicado no GIS, o extrato é gerado à noite e enviado ao ADMS. Foi descrito na sessão que a atualização do cadastro chega à área de cadastro do GIS, envolve o sistema de obra da Energisa e o processo de materiais, e só então deságua no GIS.
1.7.7.1. Janela de um dia¶
- A sincronização cadastral é tipicamente noturna e foi descrita no diálogo como uma defasagem de um dia.
- Durante a janela, o ADMS pode operar com a representação anterior do ativo, enquanto o campo já realizou substituição ou implantação.
- Os participantes não relataram ocorrência conhecida de problema operacional causado por essa janela.
- A defasagem é prática também nos OMS legados; não foi descrito um modelo cadastral online em tempo real nas empresas citadas. Foi mencionado que os sistemas SGD e TS, em uso nas demais empresas, também operam com essa defasagem.
Efeito potencial Embora a operação de falta de energia possa continuar usando a topologia e as chaves existentes, alterações de potência ou outros atributos elétricos podem afetar cálculos de módulos analíticos do DMS até a atualização cadastral. |
1.7.8. Cenários operacionais discutidos¶
1.7.8.1. Falha e substituição de transformador¶
- O cliente pode reportar falta de energia, ou o SCADA pode fornecer sinais que permitam identificar a falha. Foi esclarecido que o transformador de distribuição não possui comunicação própria, de modo que a ciência da falta normalmente chega pelo cliente.
- O ADMS e o OMS registram e tratam a ocorrência, mas não necessariamente conhecem a causa física exata no transformador.
- O operador abre uma chave no ADMS para desenergizar o trecho e permitir atendimento seguro, além de suportar o cálculo dos indicadores DEC, FEC, DIC e FIC. A abertura da chave desenergiza o transformador e, a partir dele, toda a baixa tensão associada.
- A equipe de campo substitui o transformador e informa à operação que a chave pode ser fechada. A interface entre campo e sistema, nesse cenário, é o próprio ADMS.
- O ADMS continua temporariamente representando o mesmo objeto lógico; a substituição física é registrada no GIS.
- Após publicação do projeto no GIS, o novo cadastro é propagado no processamento noturno.
1.7.8.2. Instalação de novo transformador¶
Para instalar um transformador novo, a operação realiza pedido de desligamento e manobra chaves já existentes no ADMS para seccionar a rede. O novo transformador somente passa a existir no ADMS depois de cadastrado e publicado no GIS. Caso haja falha antes da carga noturna, a operação ainda atua pelas chaves de seccionamento existentes e pelo atendimento em campo, uma vez que a chave utilizada não é a do equipamento recém-instalado, e sim uma chave preexistente de seccionamento.
Foi acrescentado que, para o OMS, a identidade do transformador é secundária: o que importa é a existência de um equipamento que permite a condução de energia naquela posição. O cadastro, as características e as propriedades do ativo específico permanecem no GIS, que registra a substituição de um equipamento por outro na mesma localização e propaga a informação na noite do mesmo dia em que o projeto entra em produção.
1.7.8.3. Impacto por módulo¶
| OMS e gestão de falta | Baixa para simples troca por equipamento equivalente | Em geral, a função topológica permanece |
| Cálculos elétricos do DMS | Alta para potência e atributos técnicos | Pode haver cálculo com atributo anterior até a atualização |
| Indicadores de continuidade | Baseados em estados, manobras e consumidores afetados | Dependem da correta operação de chaves no ADMS |
Essa distinção foi explicitada na sessão: para o módulo que trata falta de energia, a troca por um equipamento equivalente é indiferente; para os demais módulos que realizam cálculos, a substituição por um transformador de potência diferente interfere nos resultados, dependendo do atributo alterado.
1.7.8.4. Detecção proativa¶
Foi questionado se o incidente sempre se origina no CRM ou se pode ser detectado proativamente. A resposta indicou que o SCADA recebe dados de remotas e equipamentos, mas não houve confirmação de como o ADMS está parametrizado para abertura automática de incidentes. Esse ponto foi reconhecido como assunto da operação e permaneceu sem resposta conclusiva.
1.7.9. Validação, rejeição e dependências entre extratos¶
Antes de aceitar um extrato, o ADMS executa rotinas de crítica. Foram mencionadas quatro etapas, incluindo validação do modelo, das informações, da conectividade e de atributos. A verificação de conectividade observa se as coordenadas do equipamento estão conectadas, se ele está no modelo correto e se os atributos estão dentro das faixas admitidas. Um exemplo apresentado foi o TAP de transformador: se a faixa permitida vai de 0 a 5 e o extrato traz 6, o extrato é recusado.
1.7.9.1. Granularidade da rejeição¶
- A rejeição ocorre no nível do extrato do circuito, e não apenas no item individual com erro. Se um equipamento apresenta característica incorreta, o ADMS recusa o extrato completo daquele circuito.
- Extratos de MT, BT, AT, TBT e SIGFI foram mencionados como unidades de processamento, cada circuito com seu extrato.
- Se um extrato de MT for rejeitado, a BT relacionada ao mesmo circuito pode não ser importada.
- Mudanças em elementos de fronteira, como transformadores entre MT e BT, criam dependência entre os extratos.
- Chaves de fronteira que interligam circuitos também geram dependência: um circuito válido pode ser bloqueado porque o circuito relacionado foi rejeitado, mesmo sem erro próprio, por existir entre os dois um relacionamento que não chegou completo.
- Os extratos que passam pela validação seguem processados normalmente, de modo que a rejeição afeta o circuito em questão e seus correlatos.
1.7.9.2. Fontes possíveis de erro¶
| Cadastro GIS | Atributo incorreto, conectividade inválida, valor fora de faixa | Corrigir no GIS e reenviar; corresponde à grande maioria dos casos |
| GIS Adapter | Erro na transformação ou em regra customizada | Abrir chamado para a equipe responsável pela customização |
| ADMS | Falha interna de importação ou rejeição sem mensagem adequada | Acionar suporte da Schneider |
| Dependência entre circuitos | Relacionamento de fronteira incompleto | Corrigir o conjunto correlato e reprocessar |
Foi relatado um caso ocorrido na semana da reunião, durante a implantação de um circuito de Minas, em que o extrato foi recusado sem mensagem de diagnóstico. Após abertura de chamado, a Schneider identificou que o problema estava no próprio ADMS. O episódio reforçou a dificuldade de diagnóstico na interface atual, descrita como pouco adequada para que o usuário entenda o erro e direcione a correção.
1.7.10. Mundo externo, mundo interno e SCADA¶
A interface entre GIS e ADMS cobre apenas o chamado mundo externo: equipamentos visíveis na rede de distribuição, como postes, cabos, transformadores e demais elementos fora da subestação. O mundo interno das subestações é mantido manualmente nos dois sistemas, com cadastro e alteração feitos separadamente em cada um.
| Mundo externo | Postes, cabos, transformadores, rede de distribuição | Integração do GIS para o ADMS | Representa mais de 90% das alterações citadas |
| Mundo interno | Equipamentos de subestação, disjuntores, religadores e elementos internos | Cadastro e alteração manual no GIS e no ADMS | Alta complexidade de críticas e baixa frequência de mudança |
A não integração do mundo interno foi descrita como decisão de projeto recomendada pela própria Schneider, em razão da complexidade que a interface exigiria, com um conjunto adicional de críticas, aliada à baixa frequência de alteração nesse escopo. A implantação costuma iniciar pelo SCADA e pelo cadastro da subestação, porque os alimentadores externos se conectam aos elementos previamente cadastrados no ambiente interno: primeiro a subestação e seus equipamentos, como transformadores, religadores e disjuntores, e depois a rede de distribuição e de transmissão externa.
1.7.11. Topologia por grupos e cronograma de implantação¶
1.7.11.1. Grupos e ambientes¶
A arquitetura foi revisada para agrupar empresas em ambientes compartilhados, reduzindo custos em comparação com a hipótese original de um ADMS por empresa. Cada grupo possui staging e pasta SFTP próprias, mas as unidades do mesmo grupo compartilham o ambiente.
1.7.11.2. Situação relatada na reunião¶
| Grupo 3 | Implantado em três empresas | Mato Grosso do Sul primeiro; Minas e Rio depois; Sudeste concluída em 1º de junho |
| Grupo 1 | Importações em QA e início de homologação | Primeira implantação de OMS com GIS prevista para 1º de setembro |
| Paraíba | Implantação mencionada após a primeira do Grupo 1 | Outubro |
| Tocantins | Planejamento posterior | Citado como 27, interpretado como 2027, a confirmar |
Validação necessária Alguns nomes de empresas e datas foram reconhecidos de forma imprecisa na transcrição. O cronograma deve ser confrontado com o plano oficial do programa. Observa-se ainda que o registro desta sessão menciona a Paraíba em outubro, enquanto a Ata 03 registra o go-live de Sergipe pelo datacenter da Paraíba em 1º de setembro, o que reforça a necessidade de conciliar a sequência oficial de implantação. |
Também foi esclarecido que o GIS já existia e já estava integrado aos OMS atuais. A implantação em curso adiciona a integração com o módulo OMS do novo ADMS, enquanto o SCADA, que não possui integração com o GIS, pode já estar implantado independentemente dessa interface, inclusive nas empresas do Grupo 1.
1.7.12. Dores funcionais e operacionais¶
| Interface de erros pouco amigável | Diagnóstico lento e dependência de especialistas | Alto |
| Ausência de exportação adequada | Dificuldade para consolidar o que entrou, falhou ou foi rejeitado | Alto |
| Relatórios não persistidos ou gerados em tempo de execução | Baixa auditabilidade histórica | Alto |
| Logs extensos e pouco estruturados | Análise manual demorada e sujeita a erro | Alto |
| Visão compartilhada de extratos entre empresas | Risco de usuário processar extrato de outra unidade | Alto |
| Dependências implícitas entre circuitos | Rejeição em cascata difícil de explicar | Média / alta |
| Distância entre visão de projeto e uso real | Risco de subestimar problemas cotidianos | Médio |
Foi sugerido ouvir diretamente os usuários de Mato Grosso do Sul, por ser a operação com maior tempo de uso, implantada em setembro do ano anterior, e portanto com lições aprendidas mais maduras. A equipe presente reconheceu que sua visão era predominantemente de projeto, não necessariamente do cotidiano operacional, e apontou como dificuldade concreta a impossibilidade de exportar relatórios do módulo de importação do ADMS, inclusive para entender o que entrou e o que não entrou.
1.7.13. Segregação de empresas e risco de single tenant¶
O agrupamento de várias unidades no mesmo ambiente trouxe uma limitação funcional: usuários de uma empresa conseguem visualizar extratos enviados por outra empresa do mesmo grupo. Segundo a discussão, não é possível separar adequadamente as informações por perfil na interface atual, o que abre a possibilidade de um usuário processar, por desatenção, um extrato que não pertence à sua empresa.
1.7.13.1. Riscos identificados¶
- Processamento acidental de extrato pertencente a outra empresa.
- Exposição de informações operacionais entre unidades de negócio.
- Dificuldade de responsabilização e auditoria por empresa.
- Dependência de atenção manual do usuário como principal controle preventivo.
- Limitação de produto ou de configuração que pode exigir análise do fornecedor.
1.7.13.2. Origem do trade-off¶
A consolidação foi associada a uma decisão de redução de custos, pois a alternativa de um ADMS por empresa tornaria o projeto economicamente inviável. Os participantes caracterizaram o cenário como um trade-off entre custo e segregação funcional, resultante da revisão do projeto que criou os agrupamentos. Foi aventada uma camada adicional para separar as informações, mas reconheceu-se que a raiz está no produto e no ambiente do ADMS, e não no transporte da integração, o que desloca o tema para uma conversa com o fornecedor. A consultoria registrou que, do ponto de vista estritamente de integração, há pouca margem de contribuição, e caracterizou a situação como uma limitação de ambiente single tenant compartilhado que precisa ser analisada internamente com o produto, inclusive sob a ótica de segurança.
1.7.14. Relatórios, logs e observabilidade¶
A principal oportunidade técnica discutida foi construir uma camada externa de observabilidade. A interface atual fornece relatórios de inconsistência e logs de importação com muitas linhas, mas não facilita pesquisa, agrupamento, exportação ou análise histórica. Foi informado na sessão que os relatórios exibidos em tela não ficam armazenados em banco, sendo gerados em tempo de execução, o que torna os logs a fonte primária de evidência.
1.7.14.1. Necessidades de informação¶
- Quantidade de extratos recebidos, processados, aceitos, inválidos e rejeitados.
- Erros agrupados por alimentador, circuito, empresa, tipo de extrato e causa.
- Alimentadores agrupados por categoria de erro.
- Relação entre rejeições primárias e bloqueios de extratos correlatos.
- Linha do tempo da importação, tempo de processamento e reincidência.
- Alertas para falhas críticas, ausência de processamento ou aumento anormal de rejeições.
- Dashboards acessíveis às equipes de projeto, operação e suporte.
1.7.14.2. Arquitetura aventada¶
| Agente na DMZ | Coletar logs de importação e de serviço no ambiente restrito | Deve respeitar controles de segurança |
| Canal para o ambiente corporativo | Transportar eventos de forma controlada | Evitar acesso direto dos usuários aos servidores |
| Elastic e ELK com Grok | Parsear linhas, estruturar campos e indexar eventos | Termos citados na reunião; tecnologia final a validar |
| Discover e dashboards | Pesquisa operacional e visualização por perfil | Pode fornecer visão amigável |
| Regras e alertas | Detectar padrões e falhas relevantes | Possível integração com o monitoramento corporativo |
Foi citada uma frente já em andamento com Douglas para extração e visualização de logs de outros processamentos, incluindo a validação do processamento de envio de equipes, que também é volumoso e apresenta quebras. O encaminhamento sugerido foi aproximar as equipes e avaliar a reutilização da mesma solução para os logs de importação do ADMS, verificando se os logs residem no mesmo servidor, o que permitiria replicar o desenho já em estudo com a equipe de monitoramento.
Ponto de validação Antes de adotar CDC diretamente sobre a base SQL Server, é necessário confirmar onde os dados de importação e os relatórios realmente persistem. A reunião trouxe a informação de que determinados relatórios seriam gerados em tempo de execução e talvez não armazenados em banco, tornando os logs a fonte primária de observabilidade. |
1.7.15. Entendimentos consolidados, riscos, ações e questões em aberto¶
1.7.15.1. Entendimentos consolidados¶
- O GIS é o sistema mestre para cadastro de ativos da rede externa.
- O ADMS é mestre dos estados operacionais e das manobras, sem retorno cadastral ao GIS.
- O GIS Adapter realiza ETL e enriquecimento específico para o modelo Schneider.
- O processamento é assíncrono, normalmente noturno, com opção manual por alimentador.
- A performance do adapter foi significativamente melhorada e não é a dor principal atual.
- A rejeição ocorre por extrato e circuito, e pode bloquear extratos relacionados.
- O mundo interno de subestação permanece fora da interface por decisão de projeto.
- A ausência de relatórios e a baixa qualidade da interface de erros são dores prioritárias.
- O ambiente compartilhado por grupo apresenta risco de segregação e erro de operação.
- A camada de observabilidade pode ser reaproveitada de iniciativa já existente.
1.7.15.2. Riscos prioritários¶
| Processar extrato de outra empresa | Média | Alto | Segregação lógica, filtros obrigatórios, RBAC e confirmação contextual |
| Diagnóstico demorado de rejeição | Alta | Alto | Parsing de logs, catálogo de erros, dashboards e correlação |
| Perda de histórico e de auditabilidade | Alta | Alto | Persistência centralizada dos eventos e retenção definida |
| Rejeições em cascata não explicadas | Média | Alto | Mapa de dependências e exibição da causa raiz |
| Defasagem cadastral afetar cálculos | Baixa ou média | Médio | Monitorar alterações críticas e permitir carga prioritária ou manual |
| Dependência de fornecedor | Média | Médio ou alto | SLA, runbook, telemetria e documentação de customizações |
1.7.15.3. Plano de ações recomendado¶
| 1 | Reunir a equipe de GIS e ADMS com a frente de observabilidade conduzida com Douglas. | Arquitetura, Monitoramento e Desenvolvimento | Alta | Definir possibilidade de reuso da solução existente |
| 2 | Inventariar todas as fontes de evidência: logs, tabelas SQL Server, arquivos XML, status de importação e relatórios em runtime. | ADMS, DBA e fornecedor | Alta | Mapa de dados e decisão entre log analytics, CDC ou combinação |
| 3 | Definir modelo canônico de evento de importação e catálogo de códigos e causas de erro. | Arquitetura de Integração | Alta | Padronização para busca, métricas e alertas |
| 4 | Construir prova de conceito de coleta na DMZ e indexação no ambiente corporativo. | Monitoramento e SecOps | Alta | Validação de segurança, desempenho e utilidade |
| 5 | Criar dashboards de volume, sucesso, rejeição, tempo e dependências entre circuitos. | Observabilidade e usuários | Alta | Visibilidade operacional e gerencial |
| 6 | Avaliar controles de segregação por empresa no ADMS ou na camada externa. | Segurança, Schneider e produto | Alta | Reduzir exposição e risco de processamento indevido |
| 7 | Realizar entrevistas com usuários de Mato Grosso do Sul. | Projeto e Operação | Média ou alta | Capturar dores reais e priorizar melhorias |
| 8 | Documentar runbook de rejeição e escalonamento entre GIS, Adapter e ADMS. | Sustentação | Média | Reduzir tempo de diagnóstico e dependência individual |
| 9 | Confirmar cronograma, nomes de unidades e topologia oficial dos grupos. | PMO do programa | Média | Eliminar ambiguidades do registro |
| 10 | Validar a parametrização do ADMS para abertura automática de incidentes a partir do SCADA. | Operação de ADMS e SCADA | Média | Fechar ponto técnico que permaneceu em aberto |
1.7.15.4. Questões em aberto¶
- Quais das informações exibidas na interface de importação ficam persistidas em SQL Server e por quanto tempo.
- Quais logs são gerados pelo serviço de importação, em que servidores e com qual rotação.
- É possível aplicar segregação por empresa via RBAC, configuração ou evolução do produto Schneider.
- Qual é a causa raiz e a taxonomia dos principais erros de importação.
- Como representar no dashboard as dependências entre MT, BT e circuitos de fronteira.
- Quais alterações cadastrais devem ser tratadas como críticas e processadas manualmente antes da janela noturna.
- O ADMS abre incidentes automaticamente a partir de eventos do SCADA ou apenas apresenta alarmes ao operador.
- Qual o cronograma oficial de implantação por grupo e empresa.
Anexo A · Glossário técnico¶
| ADMS | Advanced Distribution Management System; plataforma integrada de gestão da distribuição. |
| OMS | Outage Management System; módulo de gestão de interrupções e ocorrências, tratado como parte do ADMS. |
| GIS | Geographic Information System; cadastro georreferenciado e mestre dos ativos da rede externa. |
| GIS Adapter | Componente da GE que extrai, transforma e enriquece dados do Smallworld para o formato do DMS. |
| SFTP | Canal e servidor de transferência segura usado para depositar arquivos XML por grupo. |
| Staging | Área de recepção e importação do ADMS antes da validação e da carga. |
| SCADA | Sistema supervisório que recebe telemetria e sinais de equipamentos e remotas. |
| CRM | Sistema de relacionamento que pode originar reclamações de falta de energia. |
| Workforce | Sistema e processo de despacho e execução de trabalho de campo. |
| MT, BT e AT | Média, baixa e alta tensão; categorias que podem possuir extratos e dependências distintas. |
| SIGFI | Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente; citado como tipo de extrato. |
| DEC, FEC, DIC e FIC | Indicadores regulatórios de continuidade do fornecimento, associados à duração e à frequência de interrupções. |
| CDC | Change Data Capture; técnica aventada para extrair alterações da base, condicionada à persistência dos dados. |
| ELK e Elastic | Plataforma citada para ingestão, indexação, pesquisa e dashboards de logs. |
| Grok | Mecanismo de parsing por padrões, citado para estruturar linhas de log. |
| Single tenant compartilhado | Ambiente único que atende várias empresas do grupo, com as limitações de segregação discutidas. |
Anexo B · Registro cronológico revisado da sessão¶
Registro cronológico revisado do conteúdo inteligível da reunião. A sequência temporal, as perguntas, respostas, hipóteses e conclusões foram preservadas. Saudações, repetições, interjeições, sobreposições de fala e trechos sem conteúdo técnico foram condensados. Termos reconhecidos de forma claramente incorreta pelo reconhecimento automático de voz foram normalizados, e os casos que permanecem ambíguos estão relacionados no Anexo D. Os rótulos de falante seguem a transcrição original.
Hipóteses de correspondência dos falantes¶
A transcrição não identifica as vozes, mas contém evidência interna que permite inferência parcial. As hipóteses abaixo são apresentadas como tal e devem ser confirmadas em lista oficial de participantes.
| Falante 1 | Norberto | Conduz a abertura, apresenta a equipe da mesa de Gilmar Pedrete, articula as agendas e é tratado como Norberto pelo Falante 4 ao responder a uma pergunta sua. | Alta |
| Falante 3 | Cássio | Responde diretamente ao pedido de compartilhar o desenho do fluxo, dirigido a Cássio pelo Falante 1, e apresenta a explicação do fluxo de arquivos. | Alta |
| Falante 4 | Joaquim | Concentra o detalhamento de domínio sobre GIS, adapter e validações; ao ser questionado sobre dores, responde a Norberto e delega complemento a Cássio e Anielo, excluindo-se dos dois. O Falante 3 posteriormente reforça o que Joaquim havia comentado. | Média |
| Falante 2 e Falante 5 | Lado da consultoria | Ambos conduzem perguntas de arquitetura. Há evidência conflitante: o Falante 2 aparece como responsável pela gravação e, ao final, é tratado como Castellani, enquanto o Falante 5 é chamado de Cassiano em um momento e formula as questões de single tenant e de CDC. | Baixa |
| Falante 6 | Não identificado | Manifesta-se ao final sobre a necessidade de relatórios mais amigáveis para a frente de projeto e para o usuário, e sobre o formato dos logs de serviço. | Não avaliada |
Registro¶
00:00:00 Falante 1: Introduz os participantes que conhecem a área de GIS, citando Cássio, Anielo e Joaquim, e informa que há integrantes da equipe presentes.
00:00:23 Falante 1: Explica que a equipe da mesa de Gilmar Pedrete cuida de alguns sistemas de terceiros, entre eles ADMS e GIS.
00:00:33 Falante 1: Define o tema da sessão como a integração do GIS com o DMS, e informa que os demais presentes são da equipe de Gilmar Pedrete.
00:00:43 Falante 1: Registra que a participação dessa equipe atende a um pedido para que acompanhem o levantamento à medida que todas as integrações forem sendo tratadas, por ser conhecimento relevante para quem cuida do DMS.
00:00:57 Falante 1: Pergunta quem detém o conhecimento das integrações entre GIS e ADMS, aponta Cássio, Anielo e Joaquim como as principais referências e solicita a Cássio um desenho do fluxo.
00:01:11 Falante 3: Informa que dispõe apenas de um fluxo simples e passa a compartilhar a tela.
00:01:46 Falante 3: Explica que o material descreve o envio e a troca de arquivos entre os sistemas até o ADMS.
00:02:01 Falante 3: Detalha o processo automático no GIS Adapter, no qual o próprio GIS detecta todos os alimentadores que sofreram alteração em algum objeto ou em alguma propriedade relevante para o processo.
00:02:22 Falante 3: Informa que existe um horário agendado, previsto para meia-noite, a partir do qual são gerados os arquivos XML com as informações de todos os alimentadores identificados.
00:02:49 Falante 3: Esclarece que o mesmo processo é executado para cada unidade de negócio, citando Mato Grosso do Sul, Minas e Rio e Sudeste, e que, por serem servidores diferentes, o processamento ocorre em paralelo.
00:03:06 Falante 3: Descreve que, à meia-noite, os arquivos são gerados e enviados a outro servidor, o servidor de SFTP.
00:03:16 Falante 3: Explica que, quando os arquivos chegam ao SFTP, entra em ação o processo do próprio ADMS, que fica escutando a pasta e, ao detectar os arquivos, os puxa para sua área de importação.
00:03:36 Falante 3: Resume que a integração entre GIS Adapter e ADMS se limita a isso, e acrescenta que a extração pode ocorrer de forma automática por agendamento ou manualmente, quando o usuário precisa levar um extrato específico ao ADMS durante o dia.
00:03:57 Falante 3: Descreve o caminho manual: o usuário entra no GIS Adapter, informa qual alimentador precisa extrair, um ou mais de um, e dispara a extração, que segue para a pasta de SFTP.
00:04:20 Falante 3: Esclarece que, dentro do SFTP, as pastas são separadas por grupo, e não por unidade de negócio. Cita que o Grupo 3 é formado por três unidades e que os arquivos de qualquer uma delas caem na mesma pasta do grupo.
00:04:43 Falante 3: Complementa que empresas de outros grupos possuem outra pasta no SFTP, correspondente aos grupos 1, 2 e 3, e que cada arquivo cai na respectiva pasta de seu grupo.
00:05:01 Falante 1: Confirma que existe uma área de staging do ADMS para cada grupo, correspondente aos grupos 1, 2 e 3.
00:05:08 Falante 2: Observa que a menção a sistema GIS costuma remeter a dados muito estáticos, uma vez que a localização de equipamento não muda com frequência, e pergunta que tipo de informação está contida nesse fluxo.
00:05:25 Falante 4: Responde que se trata dos ativos elétricos, citando postes, cabos e transformadores, ou seja, todos os ativos elétricos da distribuidora.
00:05:36 Falante 4: Explica que qualquer modificação, tanto de localização quanto de atributo do equipamento, como a substituição de um transformador que falhou em campo, é atualizada e disparada para o ADMS.
00:05:55 Falante 4: Confirma que o GIS é o sistema que mantém o cadastro de todos os ativos elétricos da distribuidora, e que a localização é apenas um dos atributos.
00:06:18 Falante 5: Pergunta se, no caso de um equipamento apresentar falha, o GIS é atualizado com essa condição.
00:06:32 Falante 4: Esclarece que não: o GIS é atualizado quando o equipamento é trocado em campo ou quando uma característica do cadastro é modificada.
00:06:41 Falante 5: Confirma o entendimento de que a substituição de um equipamento é informada, mas que o GIS não guarda informação de estado do equipamento.
00:07:00 Falante 4: Confirma que o estado fica no DMS. Exemplifica com uma chave, que pode ser normalmente aberta ou normalmente fechada no cadastro, enquanto a informação de estar ou não manobrada permanece no próprio ADMS.
00:07:30 Falante 5: Recorda o registro de um processo que levava cerca de 12 horas e passou a levar poucas horas após correção, e pede confirmação.
00:07:33 Falante 4: Corrige a informação: o tempo anterior não era de 12 horas, e sim em torno de seis a sete horas.
00:07:45 Falante 4: Explica que a duração depende da quantidade de circuitos e cita o exemplo de uma empresa com muitas alterações, na qual há dias com cerca de 300 circuitos processados em aproximadamente duas horas.
00:07:59 Falante 5: Pergunta o que foi feito para obter essa otimização.
00:08:10 Falante 4: Responde que a mudança ocorreu no processo de exportação. Explica que o GIS da Energisa é o Smallworld da GE, que possui ferramenta de extração própria, e que foi adquirido o GIS Adapter, também da GE, que se acopla ao GIS, extrai os dados e gera o formato que o ADMS espera receber.
00:09:06 Falante 4: Detalha que o GIS possui modelo de dados próprio, em banco proprietário, e que o ADMS também espera um formato específico. Portanto, o adaptador não apenas extrai e envia: ele complementa e transforma dados, com trabalho realizado no momento da extração, inclusive criando atributos que o GIS não possui.
00:09:40 Falante 4: Informa que a Insight é a empresa que customizou o GIS Adapter para a Energisa, e que essas customizações receberam melhorias e tuning de modo a tornar a extração mais rápida.
00:10:11 Falante 5: Pede confirmação de que o GIS Adapter da GE realiza uma transformação para o ADMS e que foi necessário enriquecer essa transformação por meio de customizações para entregar a completude dos dados.
00:10:28 Falante 4: Confirma. Explica que o adaptador gera um formato padrão e que o ADMS esperava, além de algumas operações, atributos que o GIS não possui, citando um atributo que precisa ser calculado a partir de dois valores do GIS para gerar um terceiro.
00:10:53 Falante 5: Pergunta se o GIS Adapter é um adaptador genérico, que converteria os dados para um formato intermediário inteligível por outros produtos, ou se já é formatado especificamente para o ADMS.
00:11:14 Falante 4: Responde que se trata de um extrator para o ADMS, produzido pela própria GE, e observa que cada DMS possui modelo de dados diferente, citando fabricantes distintos, de modo que não existe um padrão de modelo comum a todos os ADMS.
00:11:31 Falante 5: Reformula: o adaptador é destinado ao DMS da GE, e a Energisa o converte para o DMS da Schneider.
00:11:39 Falante 4: Confirma e reforça que o modelo de dados é diferente entre os produtos.
00:12:04 Falante 5: Pergunta se a customização incide sobre o código de extração.
00:12:08 Falante 4: Esclarece que não é o código da extração em si, e sim o código que realiza a transformação, a reformatação e a criação de novos atributos inexistentes. Caracteriza o componente como executor de ETL, com a carga permanecendo no ADMS.
00:12:31 Falante 4: Avalia que, hoje, o tempo de extração dos adaptadores não é mais um problema.
00:12:54 Falante 2: Muda de tema e pergunta em que momento o GIS recebe a atualização de uma troca de equipamento decidida e executada em campo.
00:13:12 Falante 4: Responde que existe um processo interno: a informação chega à equipe de cadastro, normalmente por meio da empreiteira que executa o serviço em campo, e que o fluxo não é online.
00:13:29 Falante 4: Detalha que é preciso trocar em campo e substituir no GIS, em processo interno que envolve o sistema de obra da Energisa e todo o tratamento de materiais, até deságuar no GIS. Após a atualização do GIS, o extrato para o ADMS é gerado na noite seguinte.
00:14:03 Falante 2: Pergunta se essa janela já causou algum problema de conciliação entre os dois mundos, exemplificando um cenário em que o cadastro não é concluído no dia seguinte e o OMS opera com informação mais recente.
00:14:32 Falante 4: Responde que não tem conhecimento de ocorrência desse tipo.
00:14:41 Falante 5: Reformula o ponto como um problema de sincronismo, em que os dois sistemas ficam fora de sincronia e isso poderia gerar algum tipo de problema.
00:14:54 Falante 2: Explicita a preocupação: a operação acontece na ponta, no ADMS, e retorna na noite seguinte para o sistema de cadastro, que é o GIS.
00:15:06 Falante 4: Corrige o sentido do fluxo: é sempre do GIS para o ADMS. Não há alteração de cadastro em sentido inverso, pois o mandante do cadastro é o GIS.
00:15:18 Falante 2: Pergunta onde o técnico na ponta registra a informação da mudança.
00:15:25 Falante 4: Reconstitui o caminho: houve uma ocorrência, por exemplo um transformador que explodiu; o técnico vai a campo e faz a troca; existe um sistema de workforce na Energisa com integração que faz a informação chegar ao GIS, onde é preciso criar um projeto para alterar o transformador substituído. A partir da postagem desse projeto, na noite seguinte a informação vai para o ADMS.
00:16:02 Falante 4: Esclarece que, no ADMS, o que se altera é o estado do equipamento, como manobrar uma chave ou trocar sua posição, e que isso é transparente para o GIS. A troca de equipamento em si não é feita no ADMS, e sim no GIS.
00:16:26 Falante 3: Ressalva que o mundo interno é exceção: dentro da subestação, o cadastro é feito diretamente no ADMS.
00:16:41 Falante 5: Propõe um cenário para validar o entendimento: um transformador já existente, presente tanto no GIS quanto no ADMS.
00:16:52 Falante 5: Pergunta se, ao ocorrer a falha e a abertura de uma ocorrência, o ADMS é informado do problema no equipamento.
00:17:02 Falante 4: Responde que o transformador de distribuição não possui comunicação. O que ocorre é o consumidor ligar informando falta de energia.
00:17:12 Falante 3: Reformula a pergunta em termos de incidente, observando que o ADMS recebe o incidente.
00:17:17 Falante 5: Confirma o entendimento: o ADMS recebe um incidente para atendimento, mas não sabe o que ocorreu com o transformador.
00:17:22 Falante 4: Confirma que não sabe.
00:17:23 Falante 5: Prossegue no cenário: aberto o incidente, o técnico vai ao transformador e identifica que é preciso trocá-lo. Pergunta se o ADMS recebe alguma mudança de status.
00:17:46 Falante 4: Explica que o transformador possui uma chave, que o técnico deve abrir para desenergizar todos os clientes atendidos por aquele transformador, o que também sustenta o cálculo dos indicadores DEC, FEC, DIC e FIC.
00:18:04 Falante 5: Pergunta qual sistema é informado quando esse procedimento é realizado.
00:18:12 Falante 4: Responde que apenas o ADMS. Esclarece que o operador que abre a chave está no ADMS e opera no ADMS.
00:18:26 Falante 5: Consolida o entendimento: o dono da informação de estado é o ADMS, que mantém o transformador cadastrado no GIS mas com o estado de chave aberta.
00:18:41 Falante 4: Confirma e detalha que o estado da chave desenergiza o transformador e, dali para frente, toda a baixa tensão permanece desenergizada.
00:18:59 Falante 4: Descreve a sequência de substituição: o técnico troca o transformador em campo e avisa a operação, que pode fechar a chave.
00:19:11 Falante 4: Acrescenta que o ADMS continua representando o mesmo transformador, como se fosse o mesmo, e que a atualização ocorre quando o GIS for atualizado.
00:19:26 Falante 5: Apresenta o segundo cenário: a instalação de um transformador novo, ainda inexistente no DMS, e pergunta se é aberto algum tipo de registro prévio no ADMS.
00:19:54 Falante 4: Explica que existe um processo da operação, referido como pedido de desligamento, pois para instalar um transformador novo é necessário desligar um trecho da rede, abrindo alguma chave, manobra que é realizada no ADMS.
00:20:14 Falante 4: Detalha que, ao término do processo, a chave é fechada, e que o transformador chega ao DMS somente depois de ter chegado ao GIS, quando o projeto correspondente for recebido.
00:20:27 Falante 5: Confirma que a propagação é do dia seguinte.
00:20:31 Falante 4: Confirma: feito no GIS durante o dia, o extrato segue para o DMS à noite.
00:20:40 Falante 5: Levanta a hipótese de uma falha ocorrer nesse intervalo, com o equipamento recém-instalado ainda inexistente no ADMS, e pergunta o que aconteceria nesse cenário.
00:21:09 Falante 4: Responde que o cliente comunicará a falta de energia, o técnico irá a campo, localizará a falha e solicitará ao operador a abertura de uma chave.
00:21:22 Falante 5: Questiona se essa chave não seria a do transformador que ainda não existe no DMS.
00:21:25 Falante 4: Esclarece que não: será utilizada uma chave preexistente, empregada anteriormente para seccionar a rede.
00:21:33 Falante 3: Acrescenta que, para o DMS, não importa se o transformador é A, B ou C. O que importa é existir um equipamento que permite a condução de energia naquela posição.
00:22:05 Falante 3: Complementa que a substituição não altera o comportamento nem as ações do ADMS, porque haverá um equipamento substituto exercendo a função de transformador.
00:22:27 Falante 3: Esclarece que o cadastro, os dados e as propriedades daquele transformador específico ficam armazenados no GIS, que registra que, em determinada localização, havia um transformador e ele foi substituído por outro.
00:22:52 Falante 3: Descreve a propagação: quando o projeto de troca chega ao GIS e entra em produção, na noite do mesmo dia a informação é gerada e enviada ao OMS, e o ADMS passa a reconhecer o novo equipamento no lugar do anterior.
00:23:26 Falante 4: Faz uma distinção importante: para o OMS, que trata falta de energia, a troca não é relevante; para os outros módulos que realizam cálculos, o transformador faz diferença.
00:23:41 Falante 4: Exemplifica que a substituição por um equipamento de potência maior interfere nos cálculos realizados, e que, dependendo do atributo modificado, há impacto no cálculo.
00:24:14 Falante 5: Consolida que a defasagem entre a alteração e a atualização do ADMS não interferiria na operação.
00:24:29 Falante 4: Confirma quanto à operação e observa que essa defasagem também existe nos OMS atuais, uma vez que o ADMS ainda não está em todas as empresas, estando implantado em três delas.
00:24:42 Falante 4: Cita as empresas com implantação em curso e informa que as demais utilizam o OMS como módulo, mencionando os sistemas SGD e TS. Registra que todos operam com defasagem de um dia e que nenhum é online em tempo real.
00:25:00 Falante 2: Pergunta se o incidente sempre chega pelo CRM, a partir de reclamação de cliente, ou se o SCADA e o OMS também identificam falhas proativamente.
00:25:18 Falante 4: Explica que o SCADA é o supervisório, que recebe informações de remotas e de equipamentos.
00:25:22 Falante 2: Insiste no ponto: se é possível identificar uma falha previamente.
00:25:27 Falante 4: Responde que é possível, mas informa que não sabe como isso está parametrizado no ADMS, nem se há abertura automática de incidente, remetendo o assunto à operação.
00:25:57 Falante 2: Abre novo bloco de dúvidas sobre o processo de crítica e de carga, perguntando se existe nível de crítica para verificar a consistência do que chega, ou se o conteúdo recebido é simplesmente aceito como verdadeiro.
00:26:16 Falante 4: Responde que o ADMS possui uma série de rotinas de checagem, mencionando quatro etapas: valida o modelo, valida as informações, valida as conectividades e realiza as demais verificações.
00:26:36 Falante 2: Pergunta como funciona o processo quando ocorre uma recusa.
00:26:45 Falante 4: Explica que a recusa incide sobre o extrato. Cita que cada circuito possui extrato próprio, mencionando MT, BT, AT, TBT e SIGFI.
00:26:57 Falante 4: Detalha que, se um equipamento do extrato de determinado circuito apresenta característica incorreta, o ADMS não aceita e recusa o extrato inteiro daquele circuito.
00:27:09 Falante 4: Informa que o usuário possui uma interface no ADMS com acesso às informações do processamento.
00:27:19 Falante 4: Descreve o tratamento: se a rejeição decorre de erro de cadastro, a correção é feita no GIS, o que corresponde à grande maioria dos casos; pode também ser erro na própria extração, exigindo chamado à equipe da customização, ou problema no próprio ADMS.
00:27:39 Falante 4: Relata o caso ocorrido naquela semana, durante a implantação de um circuito de Minas, acompanhado por Anielo, em que o extrato foi recusado sem qualquer mensagem. Após abertura de chamado e apoio da Schneider, identificou-se que o problema estava no próprio ADMS.
00:28:00 Falante 4: Reconhece que há checagem, mas que a interface é bastante ruim para que o usuário entenda qual é o erro e direcione a correção.
00:28:11 Falante 2: Busca confirmar se, ao recusar, o extrato é rejeitado e o restante segue processado.
00:28:17 Falante 4: Confirma para os extratos válidos, mas ressalva que há dependências: se uma alteração envolve MT e BT do mesmo circuito e a MT é recusada, a BT daquele circuito também não entra.
00:28:33 Falante 4: Exemplifica com o transformador, que é a fronteira entre média e baixa tensão: se o circuito de MT foi recusado, a BT também não entra.
00:28:51 Falante 4: Acrescenta o caso dos correlatos, citando a chave de fronteira, que é uma chave de manobra interligando dois circuitos: se um dos circuitos é rejeitado, o outro não entra.
00:29:07 Falante 4: Explica que o segundo extrato pode não conter erro algum, mas é bloqueado porque existe entre os dois um relacionamento que não chegou completo.
00:29:23 Falante 5: Pergunta como se dá essa checagem em relação às informações que entram no ADMS, e se a validação incide sobre o que vem do GIS.
00:29:43 Falante 4: Esclarece que o ADMS analisa o cadastro recebido no extrato, verificando se o equipamento está conectado, no sentido de coordenadas conectadas, se está no modelo correto e se os atributos estão corretos.
00:30:06 Falante 4: Exemplifica com o TAP de transformador, cuja faixa admitida iria de 0 a 5: caso seja enviado o valor 6, o extrato é recusado.
00:30:23 Falante 4: Acrescenta complementação atribuída a um alerta de Cássio: a integração entre GIS e DMS abrange apenas o mundo externo, ou seja, os equipamentos visíveis na rua, enquanto a subestação corresponde ao mundo interno.
00:30:41 Falante 4: Detalha que equipamento de subestação não trafega por interface: é cadastrado manualmente, tanto no GIS quanto no ADMS, e alterado manualmente nos dois sistemas.
00:30:51 Falante 2: Pergunta a razão dessa decisão.
00:30:52 Falante 4: Responde que não existe integração para isso, por decisão de projeto, e que a própria Schneider indicou não fazer.
00:31:03 Falante 4: Explica o motivo: a complexidade da interface, porque o mundo interno possui um conjunto adicional de críticas que tornaria a implementação muito complexa, aliado à baixa frequência de alteração nesse escopo.
00:31:23 Falante 4: Quantifica que mais de 90% das alterações são do mundo externo, envolvendo poste, cabo e transformador da rede externa, enquanto as intervenções em subestação são mais restritas.
00:31:49 Falante 2: Registra que não localizou desenhos referentes à nova topologia e pergunta como fica a situação com o site da Paraíba também em operação.
00:32:12 Falante 4: Retoma a organização em três grupos e informa que o primeiro a ser implantado foi o Grupo 3, já concluído nas três empresas.
00:32:21 Falante 4: Detalha a sequência: Mato Grosso do Sul foi a primeira, Minas e Rio a segunda e Sudeste a última, concluída em 1º de junho. Informa que o trabalho atual é com o Grupo 1, com início de homologação e importações já em curso no ambiente de QA.
00:32:35 Falante 4: Esclarece que essa informação se refere ao OMS, que possui interface com o GIS, e que o SCADA, sem integração com o GIS, já está implantado nessas empresas.
00:32:47 Falante 4: Informa que a primeira implantação de OMS do Grupo 1 ocorrerá em 1º de setembro, seguida pela Paraíba em outubro, e que Tocantins ficaria para o ano seguinte.
00:33:08 Falante 1: Acrescenta que, a cada início de projeto, primeiro se implanta o SCADA, e que uma das primeiras etapas, necessária inclusive para o funcionamento do ADMS, é o cadastro dos elementos elétricos.
00:33:24 Falante 4: Complementa que o cadastro inicial é o da subestação e de seus equipamentos, como transformador, religador e disjuntores, porque os alimentadores, postes e cabos da rua se conectam à subestação e são alimentados por ela. Somente depois vem a rede de distribuição.
00:33:47 Falante 4: Acrescenta a rede de transmissão como parte da rede externa, que se conecta à subestação previamente cadastrada no SCADA.
00:33:57 Falante 2: Confirma o entendimento de que o GIS é um sistema já existente e que está sendo integrado aos novos sites.
00:34:04 Falante 4: Confirma que o GIS já é um sistema existente e já integrado aos OMS atuais.
00:34:12 Falante 4: Reforça que o OMS é um módulo do ADMS, que o ADMS não está em todas as empresas e que o GIS, já integrado a todos os OMS atuais, está também sendo integrado ao OMS do novo ADMS.
00:34:42 Falante 1: Pergunta a Cássio, Anielo e Taijo Aquino se há alguma dor que desejem compartilhar.
00:34:49 Falante 4: Responde a Norberto e propõe que Cássio e Anielo complementem depois.
00:35:05 Falante 4: Aponta como dor a interface do usuário para identificação de erros e informa que não é possível exportar relatório do ADMS, avaliando o recurso como bastante deficiente.
00:35:19 Falante 4: Detalha que a interface que apresenta as informações de erros das integrações, e mesmo dos acertos, dificulta entender o que entrou e o que não entrou, montar um relatório ou extrair os dados do módulo de importação do ADMS.
00:35:36 Falante 4: Observa que as dores do dia a dia estão com os usuários.
00:35:45 Falante 4: Sugere ouvir os usuários de Mato Grosso do Sul, por ser a operação com quase um ano de implantação, iniciada em setembro do ano anterior, reconhecendo a dificuldade de trazê-los à conversa.
00:36:06 Falante 4: Registra que a visão da equipe presente é de projeto, e não do cotidiano, com bastante lição aprendida em relação às questões de interface, e convida Anielo e Cássio a complementar.
00:36:21 Falante 3: Traz uma situação adicional: como o grupo é composto por três unidades de negócio, com dados de três empresas, não é possível separar essas informações por perfil.
00:36:47 Falante 3: Explica a consequência: o usuário de uma empresa consegue ver os extratos enviados por outra empresa.
00:37:00 Falante 3: Avalia a situação como negativa, porque o usuário pode mandar processar um extrato que não é da sua empresa. Se não estiver atento, corre o risco de fazê-lo.
00:37:20 Falante 3: Reforça o ponto já levantado por Joaquim quanto à extração de relatórios, avaliando o recurso como muito ruim.
00:37:28 Falante 3: Detalha o esforço envolvido: não há como fazer um levantamento rápido de quais extratos apresentaram problema.
00:37:42 Falante 3: Enumera o que não é possível obter: ao importar um volume grande, montar um resumo com quantos extratos foram importados, quantos apresentaram problema, quantos ficaram inválidos e quantos foram rejeitados, além de agrupar os erros por alimentador ou os alimentadores por erro.
00:37:58 Falante 2: Registra que são questões funcionais importantes de serem endereçadas.
00:38:11 Falante 1: Relaciona o ponto dos extratos à condição de as empresas pertencerem ao mesmo agrupamento, e recorda que a definição decorreu da redução de custo, uma vez que o desenho inicial previa um ADMS por empresa.
00:38:24 Falante 1: Observa que o custo tornaria o projeto inviável e que houve um perde e ganha nesse trade-off. Avalia que pode existir solução, mas que ela envolveria principalmente o fornecedor, por se tratar de algo interno ao ADMS.
00:38:44 Falante 1: Caracteriza o tema como restrição do ambiente do ADMS, conforme concebido anteriormente, e não como questão da integração.
00:38:56 Falante 4: Complementa que originalmente não haveria esses agrupamentos, e que eles decorreram da revisão do projeto, tratando-se de uma decisão de projeto.
00:39:11 Falante 2: Considera possível haver solução por meio de uma camada que faça essa separação, mas avalia que se trata de um problema funcional, enquanto o escopo do trabalho está mais na integração.
00:39:24 Falante 2: Conclui que, do ponto de vista da integração, não vê como contribuir nessa questão específica.
00:39:33 Falante 5: Caracteriza a situação como limitação: optou-se por um ambiente single tenant para agrupar as empresas por redução de custo, o que traz um problema associado a esse modelo.
00:39:41 Falante 5: Avalia como limitação de produto e considera estranho não haver possibilidade de segmentar, observando a ausência de estratégia de segurança em relação a isso e a necessidade de analisar o produto internamente.
00:40:02 Falante 5: Quanto aos relatórios, sugere uma alternativa: como o ADMS possui base SQL Server, seria possível utilizar CDC sobre essa base e gerar os relatórios fora da plataforma.
00:40:15 Falante 4: Confirma que o ADMS utiliza base SQL Server.
00:40:31 Falante 5: Observa que a complexidade da interface da aplicação é uma questão funcional.
00:40:41 Falante 1: Ponderá que é necessário entender qual informação seria necessária nesse relatório e se há falta de informação, caso em que seria preciso gerá-la também.
00:40:57 Falante 4: Observa que, pelo entendimento, o objetivo do trabalho está mais relacionado ao processo da integração do que a essas nuances do sistema.
00:41:09 Falante 1: Esclarece que o propósito é dialogar sobre o tema, e manifesta curiosidade sobre se a base contém todas as informações necessárias para gerar novos relatórios, e melhores, ou se essas informações não são geradas.
00:41:34 Falante 3: Informa que a orientação recebida na época foi que os relatórios gerados em tela não ficam armazenados em banco.
00:41:46 Falante 3: Acrescenta que a geração parece ocorrer em tempo de execução, no momento em que o relatório é solicitado, sem clareza sobre a persistência.
00:42:01 Falante 2: Observa que decifrar essas linhas de log é bastante complicado, e reconhece que o tema não é o escopo central do trabalho.
00:42:11 Falante 6: Manifesta que um tipo de relatório mais amigável seria muito útil, tanto para a frente de projeto quanto para o usuário.
00:42:30 Falante 4: Pergunta se se trata dos logs dos serviços.
00:42:35 Falante 6: Confirma que são logs de serviço, encaminhados à equipe, com grande quantidade de linhas e com todas as informações disponíveis.
00:42:50 Falante 1: Informa que existe uma frente em andamento com Douglas, que também precisava validar um processamento de envio de equipes, igualmente volumoso.
00:43:03 Falante 1: Detalha que esse processamento envolve várias equipes e apresenta quebras com frequência, e que Douglas também depende desses logs, normalmente logs de serviço, que estavam sendo validados.
00:43:12 Falante 1: Relata que se estudava uma ferramenta para extração dos logs e melhor visualização, com o ELK entre as opções consideradas, o que permitiria extrair informações, gerar alertas e recursos semelhantes.
00:43:22 Falante 1: Sugere que a linha de solução seja a de observabilidade e análise.
00:43:32 Falante 4: Esclarece que, no caso da integração, não se trata de log de serviço, e sim do log da importação: a partir da chegada do extrato, o processamento gera um log, inclusive em caso de erro.
00:43:46 Falante 1: Considera que os logs possivelmente residem no mesmo local dos servidores de serviço, o que permitiria acrescentar mais uma fonte ao mesmo desenho.
00:43:59 Falante 1: Propõe verificar se estão no mesmo servidor, pois isso permitiria usar a mesma solução, e menciona que a equipe estava tratando o tema com o pessoal de monitoramento.
00:44:13 Falante 1: Registra que Douglas representa a parte de desenvolvimento que precisava dessa capacidade, e que o mesmo processo de observabilidade poderia ser aplicado.
00:44:32 Falante 1: Conclui que, ao se chegar a uma solução, bastaria replicá-la, dada a mesma finalidade.
00:44:39 Falante 3: Compartilha a tela e apresenta um exemplo de relatório de erro, com todas as inconsistências geradas por um arquivo.
00:44:59 Falante 5: Sugere que esse conteúdo poderia ser tratado com recursos de parsing do Elastic, mencionando o Grok, e esclarece em seguida a natureza do mecanismo citado.
00:45:21 Falante 1: Avalia que é possível unir a equipe de GIS e ADMS ao processo conduzido com Douglas e seguir com a mesma solução.
00:45:32 Falante 1: Detalha o desenho em estudo: criar algo na DMZ, capturar por meio de um agente e enviar ao ambiente corporativo, onde o conteúdo é acessado, permitindo tanto a pesquisa no Discover quanto a criação de dashboards.
00:45:55 Falante 1: Acrescenta a possibilidade de criar regras, extrair dados e realizar análise em outras ferramentas.
00:46:02 Falante 2: Avalia que é possível tornar o resultado bastante amigável para as equipes envolvidas.
00:46:12 Falante 1: Verifica se há mais algum ponto por parte da consultoria.
00:46:19 Falante 2: Avalia a sessão como muito produtiva e agradece aos participantes.
00:46:26 Participantes: Encerram a reunião com agradecimentos mútuos.
Anexo C · Linha do tempo da discussão¶
| 00:00 a 05:00 | Apresentação das equipes, desenho inicial, extração automática e manual e pastas SFTP por grupo. |
| 05:00 a 12:30 | Conteúdo do GIS, responsabilidade cadastral, estados operacionais, GIS Adapter e customizações. |
| 12:30 a 25:00 | Atualização de campo, janela de um dia, troca e instalação de transformadores e impacto por módulo. |
| 25:00 a 30:30 | SCADA e CRM, validações, rejeições, dependências entre MT e BT e exemplos de erro. |
| 30:30 a 35:00 | Mundo externo e interno, decisão de não integrar subestações e cronograma por grupos. |
| 35:00 a 40:00 | Dores de interface, relatórios, visibilidade entre empresas e trade-off de single tenant. |
| 40:00 a 46:51 | Alternativas de CDC e log analytics, observabilidade, iniciativa com Douglas, Elastic e Grok, e encerramento. |
Anexo D · Termos e trechos que exigem validação¶
A transcrição foi produzida por reconhecimento automático de voz e contém termos reconhecidos de forma imprecisa. Os itens abaixo devem ser confrontados com a documentação oficial do programa.
- Nomes de empresas e unidades de negócio reconhecidos de forma imprecisa, entre eles as formas registradas para Sergipe, Mato Grosso do Sul e Rio Sul Sudeste.
- Datas e sequência de implantação por grupo, em especial a menção a Tocantins como 27, interpretada como 2027, e a menção à Paraíba em outubro.
- Grafia e identificação dos nomes próprios citados, incluindo as variações Cássio e Cassiano, Anielo e Nielo, além de Taijo Aquino e Alberto.
- Nome exato do componente ou serviço responsável pelos logs de importação, referido na transcrição de forma abreviada.
- Denominação e escopo exato dos tipos de extrato citados, entre eles TBT e SIGFI.
- Correspondência entre os rótulos de falante e os participantes, conforme as hipóteses registradas no Anexo B.
- Números de tempo de extração, dado que a própria sessão corrigiu a menção inicial a 12 horas para um patamar de seis a sete horas.
1.7.16. Observações finais¶
Esta ata foi consolidada a partir de dois documentos produzidos sobre a mesma sessão: a compilação técnica por temas e a transcrição integral formatada. O registro cronológico do Anexo B preserva a sequência e o conteúdo técnico da conversa, com condensação de trechos sem conteúdo relevante e normalização de termos reconhecidos de forma claramente incorreta. As classificações de severidade e as prioridades do plano de ações têm caráter indicativo e serão refinadas nas etapas seguintes da consultoria.