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Ata 02 · Visão Macro do Negócio, Grupo Energisa (25 de junho de 2026)

Data 25 de junho de 2026 (quinta-feira)
Horário Início às 08h34, duração aproximada de 27 minutos
Plataforma Microsoft Teams (reunião remota, com gravação e transcrição)
Tema Contextualização do modelo de negócio do Grupo Energisa e enquadramento do trabalho de arquitetura, como base para a análise técnica do ADMS
Cliente Energisa (distribuição de energia)
Fornecedor Syntropy Labs
Elaborado por Syntropy Labs
Fontes Gravação e transcrição do Microsoft Teams e compilação produzida na análise do encontro

1.3.1. Participantes

Participaram da reunião os profissionais relacionados a seguir, representando a Energisa e a consultoria.

Felipe Rosa Aguiar Energisa Apresentação da visão macro do negócio (VPT, processos e análise de negócios)
Norberto da Silva Prado Energisa Coordenação de arquitetura e integração; articulação de agendas
Bruno Miranda Couto Energisa Apoio à articulação de agendas (contexto de negócio)
João Carlos Franco Castellani Digital Solutions e Syntropy Labs Consultoria de Arquitetura
Vladimir Morozowski de Sousa Digital Solutions e Syntropy Labs Consultoria de Arquitetura

Foram citadas ao longo da reunião as empresas e frentes do grupo, entre elas as nove distribuidoras, a Reenergisa e a ESOL, a fintech Voltz, a SGÁS e a Norgás e o call center Multi, além dos domínios de tecnologia da VPT.

1.3.2. Pauta

  • Enquadramento da reunião: contextualização de negócio, e não detalhamento do ADMS.
  • Estrutura do Grupo Energisa e suas verticais de atuação.
  • Vertical de distribuição e seu papel como core do negócio.
  • Serviços, geração, transmissão, gás e a fintech do grupo.
  • Áreas transversais, suporte corporativo e experiência do cliente.
  • Regulatório, tecnologia (VPT) e inovação.
  • Organização da tecnologia por domínios e o posicionamento do ADMS.
  • Continuidade do trabalho e aprofundamento no ADMS.

1.3.3. Índice dos temas discutidos

  1. Objetivo e enquadramento da reunião
  2. Estrutura do Grupo Energisa e verticais de atuação
  3. Vertical de distribuição, o core do negócio
  4. Reenergisa: ESOL e serviços
  5. Geração e renováveis
  6. Transmissão
  7. Gás e biogás
  8. Voltz, a fintech do grupo
  9. Suporte corporativo e áreas transversais
  10. Experiência do cliente e canais de atendimento
  11. Regulatório
  12. Tecnologia (VPT) e inovação
  13. Organização da tecnologia por domínios e o ADMS
  14. Continuidade e aprofundamento no ADMS

1.3.4. Resumo executivo

A reunião teve caráter exploratório e foi solicitada pela consultoria para compreender o modelo de negócio do Grupo Energisa antes de aprofundar a análise técnica do ADMS. A pedido da consultoria, definiu-se conduzir a conversa por uma visão macro do grupo, deixando o detalhamento do ADMS para um encontro seguinte. Felipe Rosa Aguiar, da área de processos e análise de negócios da tecnologia (VPT), apresentou de forma verbal, sem material previamente preparado, um panorama das verticais do grupo e das áreas de suporte, construindo o desenho ao longo da conversa.

O ponto central foi que a Energisa não deve ser vista apenas como distribuidora de energia elétrica. O grupo atua em distribuição, serviços, geração e renováveis, transmissão, gás e biogás, além de manter uma fintech própria, a Voltz, e uma estrutura transversal de suporte corporativo, experiência do cliente, regulatório, tecnologia e inovação. A distribuição, composta por nove distribuidoras, foi apresentada como o core do negócio e o contexto direto do ADMS. Ao final, a tecnologia foi descrita como organizada por domínios, com o ADMS posicionado no domínio de operação de rede, dentro de planejamento e engenharia, e acordou-se dar sequência com uma sessão dedicada ao ADMS.

1.3.5. Detalhamento dos temas discutidos

1.3.5.1. Objetivo e enquadramento da reunião

A reunião foi aberta com um alinhamento de expectativas. A consultoria esclareceu que o objetivo não era discutir o ADMS especificamente, e sim obter um entendimento geral de como funciona o negócio da Energisa, uma vez que o trabalho de arquitetura envolverá a definição de domínios e de contextos de interação entre os produtos. Ficou acordado começar por uma visão macro do grupo e, em seguida, focar no objeto do trabalho. Felipe explicou que atua na VPT, na área de gerência de processos e análise de negócios, responsável pela interface entre os projetos de tecnologia e as áreas de negócio, com atividades de mapeamento de processos, levantamento de ganhos, transformação, elicitação de requisitos e desenho de solução. Por não ser uma sessão de ADMS, a apresentação foi conduzida verbalmente, com apoio de um desenho construído na hora.

1.3.5.2. Estrutura do Grupo Energisa e verticais de atuação

Felipe apresentou o grupo como um conjunto de verticais de trabalho, para além da distribuição de energia. Foram descritas as verticais de distribuição, serviços (Reenergisa), geração e renováveis, transmissão e gás e biogás, além da fintech Voltz e das áreas transversais de suporte. A leitura geral é a de um grupo de utilities com atuação ampla, presente em energia elétrica, energia renovável e gás, sem atuação em água ou petróleo. As áreas de suporte corporativo e de tecnologia foram descritas como transversais, apoiando todas as demais frentes.

1.3.5.3. Vertical de distribuição, o core do negócio

A distribuição é composta por nove distribuidoras espalhadas pelo Brasil, cujo objetivo essencial é fornecer energia aos clientes do grupo. Foram citados como estados e regiões de atuação Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, parte de Minas Gerais, parte do Rio de Janeiro (região de Nova Friburgo), Paraíba, Sergipe, Acre, Rondônia e uma parcela de São Paulo (região de Presidente Prudente). Essa vertical concentra a atividade core do negócio e é o contexto direto do ADMS, sendo também a área com maior proximidade da experiência do cliente.

1.3.5.4. Reenergisa: ESOL e serviços

A Reenergisa reúne a frente de serviços do grupo e possui duas atuações principais. A ESOL funciona como a empreiteira do grupo, prestando serviços de campo e manutenção, inclusive para a própria Energisa e para terceiros. A frente de renováveis e serviços cuida das plantas solares, de veículos elétricos, de baterias e de serviços ancilares, concentrando também os estudos de aproveitamento desses serviços.

1.3.5.5. Geração e renováveis

Na geração, o grupo mantém plantas e fazendas solares. A geração hídrica foi descrita como uma frente em descomissionamento: as usinas foram, em sua maior parte, vendidas para viabilizar outras aquisições, restando participação residual. O foco de geração está, portanto, voltado à energia renovável.

1.3.5.6. Transmissão

A transmissão compreende as linhas de transmissão do grupo, com atuação tanto na construção quanto na operação. A construção das linhas é conduzida pela ESOL, enquanto a operação fica a cargo da operadora de transmissão, que possui seu próprio centro de operação, de forma análoga ao centro de operação da distribuição. Foram citadas linhas em estados como Tocantins, Pará e Goiás.

1.3.5.7. Gás e biogás

A vertical de gás e biogás abrange o gás natural e o biometano. A SGÁS, no Espírito Santo, foi citada como uma das empresas dessa frente, e o grupo mantém participação na Norgás, no Nordeste, com atuação em estados como Sergipe e Alagoas. O biogás foi descrito como uma vertical nova, em fase inicial, com operações em Santa Catarina e São Paulo.

1.3.5.8. Voltz, a fintech do grupo

A Voltz é a fintech do grupo, voltada a pagamentos e ao papel de banco interno. Parte do faturamento das faturas dos consumidores é processada pela Voltz, que também suporta pagamentos via PIX, em convivência com parcerias com outros bancos. A frente foi apresentada como uma vertente adicional do grupo, sem se configurar formalmente como banco.

1.3.5.9. Suporte corporativo e áreas transversais

Foi descrita uma estrutura de suporte corporativo e áreas transversais que apoiam todas as verticais. O suporte corporativo concentra-se no CSE, um centro de serviços compartilhados que reúne serviços operacionais como faturamento, frota, suprimentos, viagens, financeiro e contabilidade, com execução alinhada à estratégia do grupo. Foram citadas ainda a VPG (vice-presidência de gente, com RH e segurança), a VPF (financeiro, responsável por Opex e Capex e pela estratégia financeira) e a VPN (vice-presidência de suporte aos negócios), que reúne as frentes de estratégia de aquisição de serviços e materiais e de logística, além do próprio CSE na camada de execução.

1.3.5.10. Experiência do cliente e canais de atendimento

A área de experiência do cliente responde pela estratégia de manutenção e satisfação dos clientes, hoje fortemente voltada à distribuidora de energia e começando a se estender à distribuidora de gás. Um dos focos centrais é a migração para canais digitais, com o objetivo de reduzir a dependência das agências físicas. A frente conta com a Multi, um call center próprio do grupo localizado em Eusébio, que atende demandas do grupo como um todo, incluindo reclamações de falta de energia e de gás, com tendência de expansão para outros serviços.

1.3.5.11. Regulatório

O regulatório possui frentes distintas para energia e para gás, tratadas de forma equivalente. Em ambas, há a gestão de ativos, que cuida da relação entre o ativo e a remuneração tarifária, e a área de serviços comerciais e técnicos, responsável por garantir o cumprimento das resoluções vigentes, direcionando as demandas às áreas competentes. Trata-se de uma função transversal, que apoia o grupo como um todo.

1.3.5.12. Tecnologia (VPT) e inovação

A VPT é a área de tecnologia, também transversal, responsável por manter os sistemas atuais, evoluir esses sistemas, conduzir novos projetos e desenhar e defender iniciativas de tecnologia. A área abriga a governança, com gestão de projetos e orçamento. A inovação foi apresentada como uma área correlata, porém distinta da tecnologia, responsável pelos projetos de inovação e pesquisa e desenvolvimento do grupo, incluindo experimentação em provas de conceito e testes conduzidos fora do ambiente produtivo, cujos resultados são posteriormente repassados à tecnologia.

1.3.5.13. Organização da tecnologia por domínios e o ADMS

Felipe explicou que a VPT organiza o trabalho por frentes. A arquitetura, na qual Norberto está inserido, tem caráter mais transversal e abrange todo o conjunto, enquanto algumas frentes, como determinadas mesas de projeto, são organizadas por domínio. Foi citado o domínio de planejamento e engenharia, que agrupa o GIS (associado ao Electric Power System), a gestão de ativos (EAM), a operação de rede (onde se posiciona o ADMS), a construção e o serviço de campo (Workforce) e o IPS. Observou-se que esses são nomes de produtos de mercado, e não necessariamente os nomes dos sistemas utilizados pela Energisa, e que cada produto pode abrigar vários sistemas. O ADMS situa-se, portanto, dentro do domínio de operação de rede, atendendo diretamente a distribuidora.

1.3.5.14. Continuidade e aprofundamento no ADMS

Ao final, o panorama foi avaliado como um bom overview do negócio. Ficou acordado dar sequência com uma sessão dedicada ao ADMS, a ser agendada por Norberto, possivelmente para o dia seguinte. Felipe informou disponibilidade limitada de horário na ocasião e comprometeu-se a compartilhar o desenho da visão macro, uma versão atualizada do documento de agrupamento de sistemas por domínio e, na sequência, um material que descreva as responsabilidades e funções de cada domínio.

1.3.6. Decisões e encaminhamentos

Registro das principais decisões tomadas na reunião (modelo de Decision Log).

Conduzir a reunião pela visão macro do negócio, deixando o detalhamento do ADMS para encontro seguinte Proposto pela consultoria; acordado com a Energisa
Tratar a distribuição, com as nove distribuidoras, como o contexto direto do ADMS Entendimento consolidado na reunião
Adotar a organização por domínios da tecnologia como referência para o trabalho de arquitetura Apresentado por Felipe (VPT)
Dar sequência com uma sessão dedicada ao ADMS Acordado por Norberto e consultoria

1.3.7. Riscos e pontos de atenção

Pontos de atenção identificados na reunião, classificados por categoria e severidade. A severidade é uma leitura preliminar, a ser refinada na fase de assessment.

Documentação de domínios e de sistemas apresentada em versão desatualizada, a ser substituída por versão vigente Documentação Médio
Ausência de material que descreva responsabilidades e funções de cada domínio, necessário ao mapeamento de contextos Documentação Médio
Amplitude do grupo (múltiplas verticais e empresas) exige delimitação clara do escopo do trabalho de arquitetura Escopo Médio
Nomes de produtos de mercado distintos dos sistemas efetivamente usados, com risco de ambiguidade no mapeamento Arquitetura Baixo

1.3.8. Questões em aberto

  • Quais sistemas efetivamente compõem cada domínio da tecnologia, para além dos nomes de produtos de mercado citados.
  • Como se dá a interação entre o domínio de planejamento e engenharia e as demais frentes da VPT.
  • Qual o recorte de escopo mais adequado para o trabalho de arquitetura diante da amplitude do grupo.
  • Como a experiência do cliente e os canais, incluindo a Multi, se conectam ao fluxo operacional do ADMS.

1.3.9. Conclusões

  • A Energisa é um grupo de utilities com atuação ampla, e não apenas uma distribuidora de energia elétrica.
  • A distribuição, com nove distribuidoras, é o core do negócio e o contexto direto do ADMS.
  • As áreas de suporte corporativo, experiência do cliente, regulatório, tecnologia e inovação são transversais e sustentam todas as verticais.
  • A tecnologia organiza-se por domínios, e o ADMS posiciona-se no domínio de operação de rede, dentro de planejamento e engenharia.
  • A amplitude do grupo reforça a necessidade de delimitar com clareza o escopo do trabalho de arquitetura.
  • A contextualização de negócio cumpre o papel de base para a análise técnica do ADMS, que terá sequência em sessão dedicada.

1.3.10. Próximos passos e ações definidas

Matriz de ações acordadas, com responsável e prazo indicativo.

1 Compartilhar o desenho da visão macro do negócio construído na reunião Felipe (Energisa) Curto prazo
2 Enviar versão atualizada do documento de agrupamento de sistemas por domínio Felipe (Energisa) Curto prazo
3 Disponibilizar material com responsabilidades e funções de cada domínio Felipe, via Norberto Curto prazo
4 Agendar a sessão dedicada ao ADMS (continuação) Norberto (Energisa) Imediato
5 Delimitar o escopo do trabalho de arquitetura a partir da visão macro Consultoria Em sequência
6 Conectar a visão de negócio ao fluxo operacional do ADMS na análise técnica Consultoria e Energisa Em sequência

Datas-chave

  • Sessão dedicada ao ADMS (continuação): a agendar por Norberto, possivelmente para o dia seguinte.
  • Homologação da distribuidora de Sergipe: a partir de julho de 2026.
  • Go-live de Sergipe no cluster G1 (data center da Paraíba): 1º de setembro de 2026.

1.3.11. Observações finais

Esta ata foi consolidada a partir da gravação e da transcrição da reunião fornecidas pelo Microsoft Teams e da compilação produzida durante a análise do encontro. Eventuais nomes de pessoas, empresas e termos técnicos transcritos automaticamente foram normalizados para refletir o contexto do projeto. As classificações de severidade e os prazos têm caráter indicativo e serão refinados nas etapas seguintes da consultoria.